Questão FC890271
Homem de 47 anos apresenta congestão nasal, rinorreia purulenta, dor facial em região maxilar bilateral e febre de 38,5 °C há 12 dias. Refere piora dos sintomas nas últimas 48 hora
Otorrinolaringologia
FGV · 2026
Homem de 47 anos apresenta congestão nasal, rinorreia purulenta, dor facial em região maxilar bilateral e febre de 38,5 °C há 12 dias. Refere piora dos sintomas nas últimas 48 horas, após breve melhora no sétimo dia. Ao exame, observa-se sensibilidade à palpação dos seios maxilares, secreção purulenta em meato médio bilateral e ausência de sinais orbitários ou neurológicos. O paciente é imunocompetente e não apresenta comorbidades conhecidas.
De acordo com as recomendações atuais das diretrizes internacionais para rinossinusite aguda, a conduta terapêutica inicial mais adequada é:
- iniciar amoxicilina-clavulanato por 7 a 10 dias, associando irrigação salina e corticosteroide intranasal como adjuvantes;
- prescrever azitromicina por 3 dias, associando prednisona oral por 5 dias para redução do edema nasal;
- manter apenas tratamento sintomático e reavaliar após 7 dias, pois o quadro ainda é compatível com rinossinusite viral;
- solicitar tomografia computadorizada dos seios da face antes de iniciar antibiótico;
- utilizar corticosteroide sistêmico isolado por 5 dias, reservando antibiótico apenas se houver febre acima de 39 °C persistente.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A conduta de iniciar amoxicilina-clavulanato por 7 a 10 dias baseia-se na presença de sinais compatíveis com rinossinusite bacteriana aguda: sintomas por >10 dias e piora após breve melhora (dupla piora), além de secreção purulenta e dor facial.
O uso de amoxicilina-clavulanato é preferido por cobrir os principais agentes (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis), incluindo produtores de beta-lactamase, em pacientes imunocompetentes sem comorbidades.
A associação de irrigação salina e corticosteroide intranasal como adjuvantes ajuda a reduzir inflamação e aliviar sintomas nasais, acelerando a recuperação.
Reavaliar clínica em 48–72 horas; se não houver melhora ou houver piora, considerar ajuste terapêutico ou investigação adicional.
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