Questão FC890312
Mulher, 48 anos, analista judiciária, portadora de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Obesidade Grau II (IMC = 36,5 kg/m2). Atualmente em uso de Metformina 1 g, a cada 12 horas, e Em
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FGV · 2026
Mulher, 48 anos, analista judiciária, portadora de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e Obesidade Grau II (IMC = 36,5 kg/m2). Atualmente em uso de Metformina 1 g, a cada 12 horas, e Empagliflozina 10 mg ao dia.
Em consulta de retorno, apresentou HbA1c = 7,6% e refere persistência de esteatose hepática moderada em exame de imagem, associada a elevação de transaminases (ALT = 62 U/L e AST = 48 U/L). O es
core FIB-4 calculado é de 1,2 (baixo risco de fibrose avançada).
Diante da necessidade de intensificação do tratamento para atingir a meta de HbA1c < 7,0%, e promover redução ponderal com impacto favorável na doença hepática metabólica, segundo as diretrizes da SBD (2024/2025) e da Sociedade Brasileira de Hepatologia (2024), assinale a opção que indica a conduta mais adequada.
- Associar pioglitazona 30 mg ao dia, visando à resolução da esteato-hepatite por meio da ativação do receptor ppar-gama.
- Associar um inibidor da dpp-4 (sitagliptina), por sua segurança no manejo do dm2 e neutralidade em relação ao peso e função hepática.
- Iniciar terapia com insulina glargina, visto que o escape glicêmico na vigência de terapia dupla oral indica falência de célula beta.
- Substituir a empagliflozina por um análogo de glp-1, uma vez que a associação de isglt2 com incretinomiméticos não demonstra sinergismo na perda de peso.
- Associar um agonista do receptor de glp-1 de longa ação ou um coagonista gip/glp-1, visando ao controle glicêmico e à redução da gordura hepática.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A associação de um agonista do receptor de GLP‑1 ou de um coagonista GIP/GLP‑1 é a conduta mais adequada porque une dois objetivos centrais: atingir a meta de HbA1c < 7,0% e promover redução ponderal relevante, com impacto direto sobre a esteatose hepática.
Esses fármacos aumentam a secreção de insulina de forma glicose‑dependente, reduzem apetite e retardam o esvaziamento gástrico, levando a perda de peso sustentada. Estudos e diretrizes brasileiras mostram redução da gordura hepática e melhora das transaminases com semaglutida e com o coagonista tirzepatida.
Como o FIB‑4 está baixo, não há indício de fibrose avançada que contraindique o início, e a associação com metformina e empagliflozina é compatível. Monitorar efeitos gastrointestinais e contraindicações (história de carcinoma medular da tiroide ou síndrome MEN2).
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