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Questão FC890318

Homem, 52 anos, analista judiciário, apresenta pirose retroesternal e regurgitação ácida três vezes por semana, há cerca de 6 meses. Fez uso de Omeprazol 20 mg/dia por conta própri

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FGV · 2026

Homem, 52 anos, analista judiciário, apresenta pirose retroesternal e regurgitação ácida três vezes por semana, há cerca de 6 meses. Fez uso de Omeprazol 20 mg/dia por conta própria com melhora parcial. É obeso (IMC = 32 kg/m2) e tabagista.

 

Devido à persistência dos sintomas e à presença de sinais de alerta (perda ponderal de 4 kg no último mês), foi submetida a uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA). O laudo descreve: "Esôfago com epitélio de coloração róseo-salmão estendendo-se por 4 cm acima da transição esofagogástrica; biópsias confirmam metaplasia intestinal com ausência de displasia."

 

Segundo os consensos atuais (2024/2026) sobre DRGE e Esôfago de Barrett, assinale a opção que indica a conduta mais adequada.

  1. Indicar tratamento cirúrgico (fundoplicatura de Nissen) como única via para a regressão da metaplasia intestinal e prevenção de adenocarcinoma.
  2. Otimizar o tratamento medicamentoso com Inibidor de Bomba de Prótons (IBP) em dose plena e realizar vigilância endoscópica com biópsias a cada 3 a 5 anos.
  3. Suspender o inibidor de bomba de prótons e iniciar terapia com bloqueadores de h2, visto que a metaplasia intestinal indica proteção da mucosa contra o ácido.
  4. Realizar ablação endoscópica por radiofrequência imediatamente, dado o alto risco de progressão para neoplasia em segmentos de Barrett maiores que 3 cm.
  5. Prescrever erradicação de helicobacter pylori como medida prioritária para reduzir a inflamação esofágica e promover a cicatrização da mucosa.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Esôfago de Barrett com metaplasia intestinal sem displasia e extensão de 4 cm justifica manejo clínico conservador: a prioridade é controlar ácido e reduzir risco de progressão.

Isso implica otimizar IBP em dose plena para controle sintomático e supressão ácida, o que diminui inflamação e potencial risco de evolução dysplásica.

Além disso, recomenda-se vigilância endoscópica com biópsias a cada 3–5 anos enquanto persistir ausência de displasia. As amostras devem seguir protocolo sistemático (protocolo de Seattle) para detecção precoce de displasia.

Medidas adjuvantes incluem perda ponderal, cessação do tabagismo e reavaliação rápida se surgirem sinais de alarme ou mudança no histológico.

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