Questão FC89043
Texto 2A1-I Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também
Sintaxe
CEBRASPE (CESPE) · 2021
Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para o curso de Direito, a assim chamada “ciência do Direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos.
Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. A vida de cada um de nós é regulada de dia e de noite, desde antes do nascimento e, por incrível que pareça, até depois da morte.
Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos que seguir as normas, os outros também têm de cumpri-las e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos.
Eduardo Muylaert. Direito no cotidiano: guia de sobrevivência na selva das leis. São Paulo: Editora Contexto, 2020, p.11-12 (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos do texto 2A1-I, julgue o item subsequente.No primeiro período do primeiro parágrafo, o sujeito das orações classifica-se como indeterminado, visto que as ações referidas não são praticadas por um agente específico.
- Errado
- Certo
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada ERRADO porque o sujeito do primeiro período não é sujeito indeterminado, mas sim sujeito oculto.
No trecho "Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias", os verbos "falamos" e "estamos falando" estão flexionados na 1.ª pessoa do plural, o que permite identificar o sujeito implícito, ou seja, nós.
O sujeito indeterminado ocorre quando não é possível identificar o agente, por exemplo: "Roubaram minha bicicleta" (3.ª pessoa do plural), "Precisa-se de professores" (partícula "se" impessoal), ou com infinitivo impessoal, "Ler é bom". Aqui, como o agente é reconhecível pela desinência verbal, trata‑se de sujeito oculto, não indeterminado.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em