Questão FC890489
Segundo Fávero (2014), o estudo social é um processo metodológico específico do Serviço Social, constituindo-se como um instrumento fundamental no trabalho do(a) assistente social
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CPCON UEPB · 2026
Segundo Fávero (2014), o estudo social é um processo metodológico específico do Serviço Social, constituindo-se como um instrumento fundamental no trabalho do(a) assistente social que atua no sistema judiciário.
FÁVERO, Eunice Teresinha. O estudo social: fundamentos e particularidades de sua construção na área judiciária. In: CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). O estudo social em perícias, laudos e pareceres técnicos: debates atuais no Judiciário, no sistema penitenciário e na Previdência Social. 11. ed. São Paulo: Cortez, 2014. p. 13-64.
À luz das reflexões da autora, analise as assertivas abaixo.
I- O estudo social no Judiciário tem por finalidade conhecer, com profundidade e de forma acrítica, uma determinada situação ou expressão da questão social, objeto da intervenção profissional, exclusivamente, nos seus aspectos socioeconômicos.
II- Na realização do estudo social, o profissional de Serviço Social do sistema judiciário pauta-se, apenas, pelo que é expresso verbalmente pelos sujeitos envolvidos, ou seja, se orienta em sua análise, unicamente, pelo que é falado oficialmente pelas partes, objeto da ação.
III- A solicitação ou determinação para que o estudo social seja executado ocorre, unicamente, aos assistentes sociais servidores do Poder Judiciário ou a profissionais de organizações que, de alguma forma, estabelecem interfaces com a instituição judiciária.
IV- Os conhecimentos acumulados por meio de intervenção profissional e da pesquisa permitem afirmar que o modelo de abordagem individual do estudo social direcionou o trabalho do(a) assistente social na instituição judiciária ao longo de sua história.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
- I, III e IV.
- IV.
- I.
- II.
- II e III.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A assertiva IV está correta porque os conhecimentos produzidos pela intervenção profissional e pela pesquisa mostram que, historicamente, o trabalho do/a assistente social na instituição judiciária foi orientado por um modelo de abordagem individual.
Esse modelo privilegiou a análise do caso concreto centrada na pessoa ou na família, com ênfase em aspectos biográficos e comportamentais, desconsiderando as causas estruturais da questão social. Essa historicidade explica práticas avaliativas e relatórios com foco individualizado e moralizador.
O reconhecimento dessa trajetória fundamenta a necessidade de um estudo social crítico e contextualizado, que amplie a análise para determinantes sociais e direitos, superando a visão estritamente individualizante.
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