Questão FC89542
A palavra “corrupção” tem origem nas palavras latinas corruptio e corrumpere, que indicam algo que foi corrompido, deturpado. Por ela ser um termo polissêmico, entendemos que a sua
Morfologia
CEBRASPE (CESPE) · 2022
A manifestação de práticas corruptas pode-se dar em ambientes públicos ou privados, a partir de numerosos tipos de ação e em variada magnitude. Em todos os casos, a corrupção sempre se materializa a partir de trocas entre os agentes. Em relação a quem participa da troca corrupta, em situações nas quais há participação de agentes públicos, distinguem-se três tipos de corrupção: a grande corrupção, a corrupção burocrática (a pequena corrupção) e a corrupção legislativa. A primeira normalmente se refere a atos da elite política que cria políticas econômicas que a beneficiem. A segunda tem a ver com atos da burocracia em relação aos superiores hierárquicos ou ao público. A terceira se relaciona à compra de votos dos legisladores.
Nas três formas, encontramos algum tipo de pagamento. Isso nos leva a concluir que a corrupção tem uma natureza essencialmente econômica: ela é uma troca socialmente indesejada. Com isso, queremos dizer que, apesar de não se configurar necessariamente como ilegal em todos os seus tipos, ela se configura como um jogo de soma zero entre a sociedade e os participantes do ato corrupto.
Luiz Fernando Vasconcellos de Miranda. Corrupção: debate conceitual. In: Cláudio André de Souza (org). Dicionário das eleições. Curitiba: Juruá, 2020, p. 209-210 (com adaptações).
Em relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item subsequente.No último período do texto, o predomínio de verbos flexionados no presente do modo indicativo evidencia a intenção do autor de exprimir hipóteses, conjecturas, estimativas.
- Errado
- Certo
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
O item foi julgado ERRADO porque o uso majoritário do presente do modo indicativo no último período indica afirmação, constatação ou hábito, não hipótese. Verbos como “queremos” e “se configura” funcionam como enunciados assertivos que apresentam a posição do autor como fato ou conclusão.
Para exprimir hipótese, conjectura ou possibilidade, usam‑se o modo subjuntivo ou o futuro do pretérito do indicativo. Exemplos: “Se houver prova, pode ser diferente” (subjuntivo) ou “Se houvesse prova, concluiríamos outra coisa” (futuro do pretérito).
Portanto, a interpretação de que o presente do indicativo no trecho evidencia intenção de exprimir hipóteses é incorreta, o presente ali cumpre função de afirmar e consolidar uma ideia.
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