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Questão FC89607

Texto 2A1-I Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também

Morfologia

CEBRASPE (CESPE) · 2021

Texto 2A1-I

Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para o curso de Direito, a assim chamada “ciência do Direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos.

Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. A vida de cada um de nós é regulada de dia e de noite, desde antes do nascimento e, por incrível que pareça, até depois da morte.

Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos que seguir as normas, os outros também têm de cumpri-las e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos.
 

Eduardo Muylaert. Direito no cotidiano: guia de sobrevivência na selva das leis. São Paulo: Editora Contexto, 2020, p.11-12 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto 2A1-I, julgue o item subsequente.

No final do último parágrafo do texto, o vocábulo “ditos”, em “os ditos direitos subjetivos”, classifica-se como substantivo.
  1. Errado
  2. Certo
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Errado. Em "os ditos direitos subjetivos" o vocábulo não funciona como substantivo, mas como particípio do verbo dizer empregado com valor adjetivo/pronominal, equivalente a "chamados" ou "mencionados".

Prova disso é a concordância: "ditos" concorda em número e gênero com "direitos", característica típica de adjetivo. Além disso, aqui ele qualifica o substantivo, não o substitui, o que afasta a leitura substantivada.

Portanto, a afirmação que o classifica como substantivo está incorreta, justificando o julgamento ERRADO.

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