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Questão FC89812

Para uma criança pequena, é muito mais difícil racionalizar a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abst

Interpretação de Textos (Compreensão)

CEBRASPE (CESPE) · 2021

Texto CG1A1-II

Para uma criança pequena, é muito mais difícil racionalizar a emergência vivida em uma pandemia. Ela ainda não tem os recursos cognitivos necessários para compreender algo tão abstrato como o coronavírus. Ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento da afetividade e da inteligência, as crianças se guiam pelas experiências, pelo que podem ver, ouvir, tocar, cheirar, imaginar, imitar, dizer, brincar. Muito mais do que atentar para os conceitos que explicam a situação excepcional, elas se guiam pela observação de seus pais ou familiares: como eles interagem entre si e com elas? Estão próximos e carinhosos? Estão juntos, mas “distantes”, ansiosos, sem tempo para ficar com elas?

Esse tipo de conduta dos pais é, por definição, particular. O mesmo estímulo ou situação ambiental não provoca necessariamente as mesmas reações em diferentes crianças ou até em diferentes momentos de uma mesma criança, ou seja, a resposta da criança a um estímulo do ambiente depende, em alto grau, de sua condição cognitiva e emocional, e essa condição tem a ver com os adultos que a cercam.
 

Internet: <portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br> (com adaptações).

Julgue o item subsequente, considerando as ideias e as construções linguísticas do texto CG1A1-II.

O texto defende a ideia de que as crianças pequenas toleram melhor do que os adultos o momento de pandemia porque elas não racionalizam bem a emergência dos fatos vividos.
  1. Errado
  2. Certo
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Comentário: O item está ERRADO porque o enunciado sugere que as crianças pequenas lidam melhor do que os adultos com a pandemia devido à sua dificuldade de racionalização. No entanto, o texto expõe que as crianças pequenas têm dificuldade para entender a situação de pandemia precisamente porque carecem de recursos cognitivos para compreender conceitos abstratos como o coronavírus.

O texto não faz nenhuma afirmação sobre uma superioridade das crianças em relação aos adultos em termos de tolerância ou adaptação à pandemia. Ao contrário, enfatiza que suas reações são influenciadas por seus vínculos com os adultos ao seu redor. A forma como as crianças respondem à crise pandêmica depende, em grande parte, da abordagem e das emoções dos adultos que as cercam, e não de uma suposta capacidade de tolerância.

Portanto, a afirmação de que as crianças “toleram melhor” deve ser revisada, pois o foco do texto está nas particularidades de suas respostas emocionais e cognitivas, e não em uma comparação direta com a resposta dos adultos.

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