Questão FC910005
Recém-nascido prematuro (IG: 31 semanas e 4 dias) nasceu de parto cesáreo de urgência por descolamento de placenta e pré-eclâmpsia. Genitora fez pré-natal completo, apresentou infe
Sem classificação
IAUPE · 2026
Recém-nascido prematuro (IG: 31 semanas e 4 dias) nasceu de parto cesáreo de urgência por descolamento de placenta e pré-eclâmpsia. Genitora fez pré-natal completo, apresentou infecção urinária tratada, com controle de cura negativo, mas terminou o esquema de antibiótico há 10 dias. Nasceu deprimido, necessitando de manobras de reanimação em sala de parto, evoluindo com Apgar 4, 6 e 8. Após cuidados iniciais, apresentou desconforto respiratório em sala de parto, com tiragem subcostal e intercostal, retração supraesternal e xifoidea, gemência, batimento de asa de nariz, FR: 74ipm e SatO2 88% em ar ambiente.
Considerando este caso clínico e o diagnóstico que melhor justifica esta evolução, está CORRETO afirmar quanto à investigação e conduta para este paciente que
- uma radiografia de toráx apresentaria retificação de arcos costais e evidenciação da cisura interlobar em hemitórax direito.
- a gasometria arterial é essencial para o diagnóstico e para a indicação do óxido nítrico inalatório.
- o diagnóstico pode ser clínico e o surfactante pulmonar está indicado prontamente, antes da realização de exames.
- a realização de RX de tórax, hemocultura e gasometria não devem atrasar o início do antibióticos.
- o diagnóstico só seria confirmado com ecocardiograma evidenciando o canal arterial patente.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Diagnóstico clínico é compatível com síndrome do desconforto respiratório em recém‑nascido pré‑termo: prematuridade (31s+), Apgar baixo e sinais clássicos (taquipneia, retrações, gemência, batimento de asas, SatO2 baixa). Esses achados permitem a suspeita imediata sem aguardar exames complementares.
A conduta objetiva é estabilizar com suporte ventilatório não invasivo (CPAP) e oferecer surfactante prontamente quando houver necessidade ventilatória importante ou falha do CPAP. A administração precoce do surfactante reduz mortalidade e complicações pulmonares e não deve ser postergada para realização de radiografia ou exames laboratoriais.
Se for necessária intubação para administrar o surfactante, proceda de forma segura e continue monitorização de sinais vitais e saturação. O tempo e a precocidade da terapia são determinantes do prognóstico.
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