Questão FC910034
Qual a conduta terapêutica inicial mais adequada?
Sem classificação
IAUPE · 2026
Gestante de 28 semanas, previame nte saudável, apresenta dispneia súbita, dor torácica pleurítica, palpitações e ansiedade intensa. A angiotomografia de tórax confirma tromboembolismo pulmonar lobar. Não há sinais de sangramento ativo, e o exame físico mostra PA 118/70 mmHg, FC 104 bpm e saturação de O₂ de 95% em ar ambiente. Ela não possui história de trombofilia ou trombose prévia.
Qual a conduta terapêutica inicial mais adequada?
- Ácido acetilsalicílico (AAS)
- Heparina de baixo peso molecular
- Rivaroxabana
- Dabigatrana
- Warf arina
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Gabarito
B
Comentário do professor
Heparina de baixo peso molecular é a anticoagulação de escolha na gestação porque é eficaz para tromboembolismo pulmonar e não atravessa a placenta, preservando o feto. Tem farmacocinética previsível e menor risco de teratogenicidade em comparação a antivitaminas K.
Na gestante estável com TEP confirmado e sem sangramento ativo, deve‑se iniciar imediatamente anticoagulação terapêutica com HBPM. Doses usuais: enoxaparina 1 mg/kg SC a cada 12 h ou 1,5 mg/kg SC a cada 24 h, ajustadas ao peso materno.
Monitoramento rotineiro não é necessário, mas pode-se medir níveis de anti‑Xa em extremos de peso, insuficiência renal ou quando houver dúvida posológica. Verificar contagem de plaquetas por risco de HIT.
Prosseguir por mínimo de 3 meses e por pelo menos 6 semanas após o parto, com planejamento multidisciplinar para manejo periparto.
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