Questão FC910043
Segundo as diretrizes KDIGO mais recentes, qual é a conduta mais adequada para reduzir a progressão da doença renal crônica e o risco cardiovascular?
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IAUPE · 2026
Homem de 68 anos, portador de diabetes tipo 2, é atendido no ambulatório de endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães, em Recife. Apresenta TFG estimada de 36 mL/min, albuminúria de 900 mg/g, potássio sérico de 4,6 mEq/L, PA 128 × 76 mmHg, creatinina estável e sem sinais de sobrecarga hídrica. Faz uso de enalapril em dose máxima, empagliflozina 10 mg/dia e metformina 1000 mg 2x/dia. A hemoglobina glicada é 7,1%.
Segundo as diretrizes KDIGO mais recentes, qual é a conduta mais adequada para reduzir a progressão da doença renal crônica e o risco cardiovascular?
- Adicionar finerenona (antagonista não esteroidal do receptor de mineralocorticoide), mantendo empagliflozina e o inibidor da ECA, com monitorização rigorosa do potássio e da função renal.
- Suspender o inibidor da ECA e manter apenas a empagliflozina para evitar risco de hipercalemia em taxa de filtração abaixo de 45 mL/min.
- Trocar empagliflozina por dapagliflozina, supondo maior benefício na redução da albuminúria em estágios mais avançados de doença renal.
- Adicionar alogliptina (inibidor de DPP-4) para melhorar o controle glicêmico e buscar possível redução adicional da albuminúria.
- Aumentar a metformina acima de 2000 mg/dia, considerando que doses maiores poderiam reduzir proteinúria.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na situação apresentada, a conduta correta é acrescentar finerenona. Pacientes com diabetes tipo 2, doença renal crônica com TFG estimada de 36 mL/min e albuminúria significativa (900 mg/g) persistente apesar de inibidor da ECA e inibidor de SGLT2 se beneficiam da finerenona para reduzir a progressão da IRC e o risco cardiovascular, conforme diretrizes KDIGO e evidências dos ensaios clínicos.
A finerenona é um antagonista não esteroidal do receptor de mineralocorticoide que diminui albuminúria e eventos renais e cardíacos. Deve ser iniciada com avaliação prévia do potássio sérico e da função renal.
É imprescindível a monitorização rigorosa do potássio (verificar antes da introdução e nas primeiras 4 semanas, depois periodicamente) e da TFG. Não iniciar se potássio basal \(>5{,}0\) mEq/L; considerar suspender se potássio subir para \(>5{,}5\) mEq/L. Mantêm‑se o inibidor da ECA e a empagliflozina como terapia combinada.
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