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Questão FC910047

Qual o diagnóstico mais provável?

Sem classificação

IAUPE · 2026

Homem de 65 anos, internado no Hospital da Restauração após fratura de fêmur, em profilaxia com heparina não fracionada há oito dias. Evolui com queda de plaquetas de 230.000 para 85.000/mm³, dor em panturrilha e diagnóstico de trombose venosa profunda. Não apresenta sangramento. Coagulograma normal.

 

Qual o diagnóstico mais provável?

  1. Trombocitopenia induzida por heparina tipo 2
  2. Púrpura trombocitopênica imune
  3. Coagulação intravascular disseminada
  4. Púrpura trombótica trombocitopênica
  5. Trombocitopenia induzida por heparina tipo 1
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Gabarito

A

Comentário do professor

Trombocitopenia induzida por heparina tipo 2 é a explicação mais provável neste caso. Aparece tipicamente entre 5 e 10 dias após início da heparina e caracteriza‑se por queda aguda de plaquetas, geralmente >50% do valor basal; aqui houve redução de 230.000 para 85.000/mm³, compatível com esse padrão.

Trata‑se de uma reação imune mediada por anticorpos anti‑PF4/heparina. Esses anticorpos ativam plaquetas e endotélio, promovendo formação de trombos apesar da trombocitopenia, explicando a trombose venosa profunda associada.

Para confirmar, usa‑se avaliação clínica (score 4Ts) e testes laboratoriais: ELISA anti‑PF4 e ensaios funcionais (ex.: serotonin release assay). O coagulograma costuma permanecer normal.

Conduta imediata: interromper toda heparina e iniciar anticoagulante alternativo (p.ex. argatroban, bivalirudina ou fondaparinux conforme disponibilidade). Evitar transfusão de plaquetas salvo sangramento ativo. Iniciar varfarina apenas após recuperação plaquetária.

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