Questão FC910056
Paciente de 35 anos, com lúpus eritematoso sistêmico, crise hipertensiva e insuficiência renal aguda, evolui com cefaleia intensa, alteração do nível de consciência e crises convul
Sem classificação
IAUPE · 2026
Paciente de 35 anos, com lúpus eritematoso sistêmico, crise hipertensiva e insuficiência renal aguda, evolui com cefaleia intensa, alteração do nível de consciência e crises convulsivas. A ressonância magnética do encéfalo evidencia áreas bilaterais e relativamente simétricas de hipersinal em T2/FLAIR, predominando na substância branca parieto-occipital, sem restrição significativa à difusão. Em relação a essa condição, assinale a alternativa mais adequada.
- Encefalite lúpica é a principal consideração diagnóstica.
- Edema vasogênico secundário à disfunção de autorregulação vascular não é comum.
- O quadro corresponde à síndrome de encefalopatia posterior reversível (PRES).
- O diagnóstico diferencial mais importante é a doença de Marchiafava-Bignami, que apresenta distribuição semelhante e evolução reversível.
- O realce leptomeníngeo difuso é considerado critério diagnóstico obrigatório.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O quadro descrito é compatível com a síndrome de encefalopatia posterior reversível (PRES). Clinicamente costuma manifestar-se com cefaleia intensa, alteração do nível de consciência, crises convulsivas e alterações visuais.
Na imagem, a presença de áreas bilaterais e relativamente simétricas de hipersinal em T2/FLAIR no território parieto‑occipital, sem restrição significativa à difusão, corresponde a edema vasogênico, padrão típico da PRES.
Fisiopatologicamente, a PRES resulta de falha da autorregulação cerebral e de hiperpermeabilidade endotelial, levando ao extravasamento de líquido para o espaço intersticial. A predileção por regiões posteriores relaciona‑se à menor inervação simpática dessas áreas.
Gatilhos frequentes incluem crise hipertensiva, insuficiência renal aguda e doenças autoimunes como o lúpus. O tratamento baseia‑se no controle da pressão arterial e na correção da causa subjacente; a maioria dos casos é reversível se manejada precocemente.
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