Questão FC910071
Sobre a adrenoleucodistrofia, NÃO podemos afirmar que
Sem classificação
IAUPE · 2026
Sobre a adrenoleucodistrofia, NÃO podemos afirmar que
- o diagnóstico bioquímico é estabelecido por meio de detecção de ácidos graxos de cadeia muito longa no plasma ou em fibroblastos cultivados.
- a faixa etária mais comum é em pré-adolescentes, mas pode acometer adultos jovens.
- a doença tipicamente começa nas regiões occipitais e se dissemina anteriormente, envolvendo os lobos frontais e o corpo caloso.
- as lesões são usualmente assimétricas e apresentam-se hipointensas em T2W, com realce da margem principal.
- a espectroscopia por ressonância magnética pode evidenciar diminuição do pico de NAA e aumento do pico de lactato.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A afirmação está incorreta porque mistura achados contrários ao padrão da adrenoleucodistrofia. As lesões da forma cerebral clássica costumam ser bilaterais e simétricas, principalmente nas regiões parieto‑occipitais e na substância branca posterior.
Além disso, tais áreas apresentam hipersinal em T2/FLAIR devido à desmielinização; não são tipicamente hipointensas em T2. O aspecto de realce de margem com gadolínio é característico da margem ativa ou do “leading edge”, refletindo processo inflamatório em expansão, mas isso não valida a parte sobre assimetria ou hipossinal em T2.
Portanto, o erro da alternativa está em afirmar que as lesões são usuais assimétricas e hipointensas em T2, quando o padrão esperado é simétrico e de hipersinal T2 com possível realce marginal.
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