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Questão FC910090

De acordo com o Guideline de Manejo da Doença Venosa Crônica dos Membros Inferiores, da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (ESVS) de 2022, assinale a alternativa que apresenta

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IAUPE · 2026

De acordo com o Guideline de Manejo da Doença Venosa Crônica dos Membros Inferiores, da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (ESVS) de 2022, assinale a alternativa que apresenta uma recomendação grau IA de evidência no tratamento da doença venosa.

  1. Para diagnóstico e planejamento de tratamento em pacientes com doença venosa crônica suspeita ou clinicamente evidente, a ultrassonografia Doppler venosa completa dos membros inferiores é recomendada como modalidade de imagem primária.
  2. Para pacientes com doença venosa crônica e edema (CEAP – classe clínica C3), recomenda-se o tratamento compressivo, com o uso de meias elásticas de compressão abaixo do joelho, exercendo uma pressão de 20-40 mmHg no tornozelo, para reduzir o edema.
  3. Para pacientes com refluxo venoso superficial com úlcera ativa ou cicatrizada, o tratamento das veias incompetentes superficiais deve ser realizado, mesmo quando houver a presença de refluxo profundo.
  4. Para pacientes com insuficiência da veia safena magna que necessitem de tratamento, a ligadura deve ser considerada, caso opções de ablação térmica endovenosa não estejam disponíveis.
  5. Para pacientes com ulceração venosa ativa ou cicatrizada na perna e obstrução do fluxo da veia ilíaca, a colocação de stent venoso deve ser considerada.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa afirma que, em pacientes com refluxo venoso superficial associada a úlcera ativa ou cicatrizada, deve-se tratar as veias superficiais incompetentes mesmo na presença de refluxo profundo. Isso reflete a recomendação grau IA da ESVS, ou seja, baseada em evidências de alta qualidade.

O fundamento é que a eliminação do refluxo superficial reduz a hipertensão venosa local, acelerando a cicatrização e diminuindo a recorrência das úlceras, mesmo que o sistema venoso profundo continue com refluxo. Na prática, isso inclui ablação endovenosa, flebectomia e/ou escleroterapia, sempre integradas a terapia compressiva e cuidados locais da ferida.

Portanto, a presença de refluxo profundo não contraindica a correção das veias superficiais quando há úlcera ativa ou prévia; tratar o componente superficial melhora desfechos clínicos importantes.

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