Questão FC910100
Paciente masculino, 72 anos, hipertenso e diabético com relato de claudicação intermitente progressiva e lesão ulcerada em pé direito. Seu exame físico revela pulsos diminuídos e a
Sem classificação
IAUPE · 2026
Paciente masculino, 72 anos, hipertenso e diabético com relato de claudicação intermitente progressiva e lesão ulcerada em pé direito. Seu exame físico revela pulsos diminuídos e alteração trófica distal. Assinale a alternativa que indica a conduta terapêutica mais apropriada para o manejo desse paciente.
- Iniciar monoterapia com cilostazol associada à otimização do controle glicêmico com análogos do GLP1, cessação do tabagismo e orientação de caminhada programada.
- Realizar angioplastia endovascular do segmento femoropoplíteo antes de qualquer ajuste medicamentoso.
- Implementar terapia combinada com antiagregantes plaquetários, estatinas e avaliação hemodinâmica para orientar o tratamento cirúrgico.
- Controlar fatores de risco e aguardar evolução clínica antes de decisões invasivas.
- Exclusivamente iniciar anticoagulação plena com heparina de baixo peso molecular.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Implementar terapia combinada com antiagregantes plaquetários, estatinas e avaliação hemodinâmica é a conduta adequada porque o quadro sugere doença arterial periférica avançada com risco de perda de membro e eventos cardiovasculares sistêmicos.
Antiagregantes plaquetários (ex.: aspirina ou clopidogrel) reduzem o risco de trombose aguda e eventos isquêmicos emboliformes, sendo fundamentais para estabilizar a circulação distal enquanto se promove avaliação definitiva.
Estatinas em intensidade adequada promovem redução de LDL, estabilização da placa e efeitos anti-inflamatórios que diminuem mortalidade cardiovascular e progressão da doença arterial.
Avaliação hemodinâmica com índice tornozelo-braço, duplex arterial e angiografia (TC/MR ou arteriografia invasiva) define localização e gravidade das lesões, orientando indicação e técnica de revascularização endovascular ou cirúrgica para salvar o membro.
Essa estratégia combina proteção sistêmica e planejamento anatômico para tratamento intervencionista adequado.
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