Questão FC910153
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD 2025), qual é a melhor estratégia terapêutica para reduzir a progressão da doença renal e o risco cardiovascular?
Sem classificação
IAUPE · 2026
Homem de 66 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 14 anos e hipertensão arterial, em uso de metformina 2.000 mg/dia e losartana 100 mg/dia, comparece à consulta de rotina. Encontra-se assintomático, aderente ao tratamento e sem episódios recentes de hipoglicemia. Apresenta HbA1c de 7,1%, pressão arterial de 126×74 mmHg, TFG estimada de 58 mL/min/1,73 m² e relação albumina/creatinina urinária de 180 mg/g, confirmada em duas amostras com intervalo superior a três meses. O exame físico não evidencia edema, e o restante dos exames laboratoriais permanece estável.
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD 2025), qual é a melhor estratégia terapêutica para reduzir a progressão da doença renal e o risco cardiovascular?
- Suspender a metformina e iniciar insulina basal.
- Associar uma sulfonilureia para intensificar o controle glicêmico.
- Associar um inibidor de SGLT2 com benefício cardiorrenal comprovado.
- Associar um inibidor de DPP-4 por apresentar efeito semelhante na proteção renal.
- Manter o tratamento atual, pois a hemoglobina glicada encontra-se próxima da meta.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Certo
Comentário do professor
Para este paciente com diabetes de longa data, TFG estimada de 58 mL/min/1,73 m² e relação albumina/creatinina de 180 mg/g, a melhor estratégia é associar um inibidor de SGLT2 com benefício cardiorrenal comprovado. Esses fármacos reduzem a progressão da doença renal e eventos cardiovasculares, e seu efeito protetor é parcialmente independente do controle glicêmico.
O mecanismo envolve redução da pressão intra‑glomerular por aumento da entrega distal de sódio e natriurese, queda da albuminúria e desaceleração do declínio da TFG, além de diminuição de hospitalizações por insuficiência cardíaca. Ensaios clínicos mostraram redução consistente de desfechos renais e cardiovasculares.
Prática clínica: pode ser iniciado na TFG atual, manter metformina e IECA/ARA2, orientar sobre possível queda inicial da TFG, risco de infecções genitais e cuidado com desidratação/insuficiência aguda; monitorar creatinina, eletrólitos e sinais de hipovolemia. Escolher agente com benefício cardiorrenal comprovado (ex.: empagliflozina, dapagliflozina conforme diretrizes).
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em