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Questão FC910158

Qual é o diagnóstico e a conduta inicial mais adequada?

Sem classificação

IAUPE · 2026

Mulher de 34 anos procura atendimento por perda de 7 kg nos últimos três meses, apesar do aumento do apetite. Refere palpitações, tremores nas mãos, intolerância ao calor e nervosismo. Encontra-se em bom estado geral, afebril e hemodinamicamente estável. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 108 bpm, bócio difuso de consistência elástica e discreta retração palpebral. Teste de gravidez negativo. Os exames mostram TSH < 0,01 mUI/L, T4 livre de 3,1 ng/Dl e TRAb positivo. A ultrassonografia da tireoide evidencia glândula difusamente aumentada, com ecotextura heterogênea e aumento difuso da vascularização ao Doppler, sem nódulos.

 

Qual é o diagnóstico e a conduta inicial mais adequada?

  1. Tireoidite subaguda; iniciar anti-inflamatório não esteroidal.
  2. Hipertireoidismo factício; suspender levotiroxina.
  3. Doença de Graves; iniciar metimazol associado a betabloqueador, salvo contraindicação.
  4. Adenoma tóxico; indicar radioiodoterapia como tratamento inicial.
  5. Tireoidite de Hashimoto; iniciar levotiroxina.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Doença de Graves é o diagnóstico mais compatível: quadro de perda de peso com polifagia, palpitações, tremores, intolerância ao calor, bócio difuso e retração palpebral, associada a TSH suprimido, T4 livre elevado e TRAb positivo. A ultrassonografia com glândula aumentada e aumento difuso da vascularização reforça o caráter difuso e autoimmune.

A conduta inicial é iniciar metimazol para controlar a produção hormonal e um betabloqueador (por exemplo propranolol) para alívio sintomático das manifestações adrenérgicas, salvo contraindicação. Como o teste de gravidez é negativo, metimazol é indicado; em gestação precoce seria considerado outro fármaco.

Monitorar função tiroideana e efeitos adversos do metimazol, especialmente agranulocitose e hepatotoxicidade; orientar suspensão imediata e avaliação se febre ou odinofagia. Evitar betabloqueador em casos de asma grave, bradicardia ou insuficiência cardíaca descompensada.

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