Questão FC910162
De acordo com as recomendações atuais da Surviving Sepsis Campaign, qual é a conduta mais adequada nas primeiras horas de atendimento?
Sem classificação
IAUPE · 2026
Homem de 68 anos, hipertenso e diabético, é admitido na emergência com febre, tosse produtiva, dispneia e confusão mental há dois dias. Ao exame físico, apresenta temperatura de 38,9°C, pressão arterial de 82×48 mmHg, frequência cardíaca de 122 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente e enchimento capilar lentificado. Os exames iniciais mostram leucócitos de 19.800/mm³, lactato de 4,5 mmol/L, creatinina de 2,1 mg/dL (basal de 1,0 mg/dL) e radiografia de tórax com consolidação em lobo inferior direito. Após o reconhecimento de choque séptico, foram coletadas hemoculturas.
De acordo com as recomendações atuais da Surviving Sepsis Campaign, qual é a conduta mais adequada nas primeiras horas de atendimento?
- Aguardar o resultado das hemoculturas antes de iniciar antibioticoterapia.
- Iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro o mais precocemente possível, sem retardar seu início pela coleta de exames adicionais.
- Iniciar hidrocortisona intravenosa para todos os pacientes com choque séptico, independentemente da resposta à reposição volêmica e aos vasopressores.
- Adiar a reposição volêmica até a confirmação microbiológica do agente infeccioso.
- Iniciar vasopressores somente após a infusão de todo o volume de cristaloides programado, mesmo na presença de hipotensão persistente.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro o mais precocemente possível é a conduta indicada. Este paciente apresenta quadro compatível com choque séptico (hipotensão, lactato elevado, alteração do estado mental e disfunção renal) e foco pulmonar provável.
A Surviving Sepsis Campaign recomenda administrar antimicrobianos intravenosos dentro de 1 hora do reconhecimento de sepse/choque séptico. A administração precoce reduz mortalidade.
Devem ser coletadas hemoculturas antes dos antibióticos se isso puder ser feito rapidamente e sem atrasar a terapêutica. A escolha inicial deve ser ampla, cobrindo patógenos respiratórios e gram-negativos, com posterior ajuste baseado em cultura e evolução clínica.
Em resumo: começar antibiótico empírico imediato, obtendo culturas quando não atrasarem o tratamento, e revisar a terapia conforme resultados microbiológicos.
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