Questão FC910184
Mulher de 47 anos, previamente hígida, dá entrada no pronto-socorro com dor em hipocôndrio direito há 12 horas, irradiando para dorso, associada a náuseas. Nega febre. Ao exame fís
Sem classificação
IAUPE · 2026
Mulher de 47 anos, previamente hígida, dá entrada no pronto-socorro com dor em hipocôndrio direito há 12 horas, irradiando para dorso, associada a náuseas. Nega febre. Ao exame físico, apresenta sinal de Murphy negativo e leve icterícia. Exames laboratoriais mostram bilirrubina total de 3,2 mg/dL (direta 2,4), fosfatase alcalina e GGT elevadas, além de transaminases discretamente aumentadas. A ultrassonografia de abdome revela múltiplos cálculos na vesícula e ducto colédoco medindo 9 mm, porém sem visualização direta de cálculo no colédoco. Não há sinais de colangite. A equipe cirúrgica discute a necessidade de investigação adicional. Considerando os critérios de estratificação de risco para§ coledocolitíase, qual deve ser a conduta?
- Realizar colangiorressonância antes de qualquer intervenção
- Indicar CPER imediatamente, pois a paciente apresenta critério de alto risco
- Realizar colangiografia intraoperatória durante colecistectomia videolaparoscópica
- Observar evolução clínica e repetir exames laboratoriais em 24 horas
- Realizar ultrassom endoscópico (EUS) como primeiro exame
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
B
Comentário do professor
A paciente reúne sinais que configuram alto risco de coledocolitíase: há icterícia, padrão colestático (elevação de FA e GGT) e dilatação do ducto colédoco (9 mm) associada a litíase vesicular. Esses achados indicam alta probabilidade de cálculo impactado no colédoco, mesmo sem visualização direta do cálculo na ultrassonografia e na ausência de colangite.
Por isso a conduta adequada é indicar CPER imediatamente. A CPER é método diagnóstico e terapêutico, permitindo confirmar a presença do cálculo e realizar sua remoção, evitando atraso no tratamento e complicações.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em