Questão FC910188
Considerando a classificação de Siewert e as indicações cirúrgicas, qual é a conduta operatória mais adequada?
Sem classificação
IAUPE · 2026
Homem de 63 anos, tabagista e etilista, apresenta disfagia progressiva há 3 meses, inicialmente para sólidos e agora também para pastosos. Perdeu 8 kg no período. A endoscopia digestiva alta revela lesão ulceroinfiltrativa envolvendo a junção esofagogástrica, com epicentro 1 cm acima da linha Z. A biópsia confirma adenocarcinoma. A tomografia de tórax e abdome mostra espessamento tumoral acometendo o esôfago distal e pequena extensão para o fundo gástrico, sem metástases à distância. A ecoendoscopia demonstra T3N1. A equipe discute a melhor abordagem cirúrgica após quimiorradioterapia neoadjuvante.
Considerando a classificação de Siewert e as indicações cirúrgicas, qual é a conduta operatória mais adequada?
- Gastrectomia total com linfadenectomia D2
- Gastrectomia proximal com reconstrução em Y-de-Roux
- Ressecção endoscópica da mucosa após quimiorradioterapia
- Esofagectomia trans-hiatal ou transtóracica com ressecção do fundo gástrico
- Apenas quimiorradioterapia definitiva, sem cirurgia
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Gabarito
D
Comentário do professor
Tratando-se de tumor com epicentro a 1 cm acima da linha Z, corresponde a Siewert I, ou seja tumor de porção distal do esôfago com pequena extensão gástrica. Nesse contexto a conduta oncológica é esofagectomia com ressecção do segmento gástrico proximal.
A cirurgia visa obter margens oncológicas adequadas e permitir linfadenectomia mediastinal e abdominal. A via pode ser transhiatal quando se busca menor morbidade torácica ou em pacientes mais frágeis, ou transtóracica (Ivor Lewis) quando se exige melhor acesso aos linfonodos torácicos e anastomose intratorácica.
A ressecção do fundo gástrico é necessária para margem distal e para confeccionar o conduto gástrico que possibilitará a reconstrução esofagogástrica após quimiorradioterapia neoadjuvante.
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