Questão FC910189
Homem de 71 anos, portador de DPOC e diabetes tipo 2, é internado após colectomia esquerda por diverticulite complicada. No pós-operatório imediato evolui com resposta inflamatória
Sem classificação
IAUPE · 2026
Homem de 71 anos, portador de DPOC e diabetes tipo 2, é internado após colectomia esquerda por diverticulite complicada. No pós-operatório imediato evolui com resposta inflamatória sistêmica, necessidade de ventilação mecânica e sinais de desnutrição moderada (albumina 2,8 g/dL, perda ponderal de 8% em 3 meses). A equipe discute o início da terapia nutricional. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, com trato gastrointestinal funcionante e sem contraindicação para dieta enteral. Considerando as evidências atuais sobre nutrição imunomoduladora (arginina, ômega-3, nucleotídeos), qual das condutas abaixo é a mais adequada?
- Evitar fórmulas imunomoduladoras em qualquer paciente séptico devido ao risco de piora da resposta inflamatória
- Utilizar fórmulas imunomoduladoras apenas após o sétimo dia de internação, quando o risco de infecção já estiver estabelecido
- Priorizar nutrição parenteral total com imunonutrientes, pois é superior à via enteral em pacientes críticos
- Iniciar fórmula enteral imunomoduladora precocemente, pois reduz complicações infecciosas e tempo de internação em cirurgias digestivas de grande porte
- Reservar imunonutrição apenas para pacientes com fístulas entéricas de alto débito
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Gabarito
D
Comentário do professor
A escolha por iniciar fórmula enteral imunomoduladora precocemente baseia-se em evidências que mostram redução de complicações infecciosas e do tempo de internação em cirurgias digestivas de grande porte quando o trato gastrointestinal está funcionante.
Essas fórmulas são enriquecidas com arginina, ômega-3 e nucleotídeos. A arginina melhora a função linfocitária e a cicatrização; os ômega-3 modulam a resposta inflamatória e reduzem produção de mediadores pró-inflamatórios; os nucleotídeos favorecem proliferação e reparo celular. Em paciente idoso, com DPOC, diabetes e desnutrição moderada, o benefício é maior.
Recomenda-se iniciar precocemente por via enteral, monitorando tolerância digestiva e controle glicêmico, pois o trato está preservado e o paciente está hemodinamicamente estável.
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