Questão FC910191
Gestante de 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gestação, deu entrada na emergência obstétrica, com dor em baixo ventre. Ao toque vaginal o colo uterino apresentava-se co
Sem classificação
IAUPE · 2026
Gestante de 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gestação, deu entrada na emergência obstétrica, com dor em baixo ventre. Ao toque vaginal o colo uterino apresentava-se com 10 cm de dilatação, bolsa rota, líquido claro com grumos, plano II de De Lee, cefálico e occipito direita transversa (ODT), percebendo o parietal posterior. Dinâmica uterina de 4 contrações/ 10 minuto/ 50 segundos. Batimentos cardio-fetais (BCF) de 140 bpm. Após 6 horas, o toque vaginal era inalterado, porém com a presença de bossa serossanguínea. BCF: 136 bpm. Analise o exame e assinale a alternativa que representa uma possibilidade que ocorreu durante a descida e insinuação fetal no período expulsivo.
- Obliquidade de Nägele
- Obliquidade de Litzman
- Assinclitismo anterior
- Sinclitismo
- Obliquidade de Baudelocque-Duncan
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Gabarito
B
Comentário do professor
Obliquidade de Litzmann é uma rotação transitória da cabeça fetal em que a sutura sagital fica oblíqua aos diâmetros pélvicos, com o occipital deslocado para uma posição oblíqua entre a transversa e a anterior.
Ocorre durante a insinuação e descida, servindo como etapa intermediária entre a posição transversa (ODT) e a rotação interna para anterior. É resultado da adaptação do crânio aos limites pélvicos e favorece o avanço quando há necessidade de ajuste angular.
Clinicamente explica por que, apesar da dilatação completa, houve pouca progressão e apareceu bossa serossanguínea, pois a pressão e a fricção na posição oblíqua favorecem edema do couro cabeludo enquanto a rotação final ainda não se completou.
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