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Questão FC910202

Jovem de 22 anos comparece à consulta com queixa de corrimento vaginal esbranquiçado e odor fétido que piora após a menstruação e o coito. Ao exame especular, nota-se conteúdo vagi

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IAUPE · 2026

Jovem de 22 anos comparece à consulta com queixa de corrimento vaginal esbranquiçado e odor fétido que piora após a menstruação e o coito. Ao exame especular, nota-se conteúdo vaginal fluido, homogêneo, com bolhas discretas, além de um teste de Schiff (KOH a 10%) positivo e pH vaginal de 5,2. A microscopia do esfregaço a fresco revela a presença de clue cells (élulas-guia) e ausência de polimorfonucleares.

 

Diante dos achados, para o diagnóstico dessa condição, assinale a conduta ou característica diagnóstica CORRETA.

  1. O tratamento de escolha inicial deve incluir o metronidazol por via oral, sendo obrigatória a convocação e o tratamento concomitante do parceiro sexual.
  2. A presença de clue cells associada ao pH elevado e teste do sopro positivo confirma o diagnóstico de tricomoníase vaginal.
  3. O exame padrão-ouro para a confirmação diagnóstica definitiva e isolamento do agente etiológico principal é a cultura em meio de Thayer-Martin.
  4. A condição descrita é uma disbiose caracterizada pela redução acentuada de lactobacilos e pelo supercrescimento de bactérias anaeróbias, dispensando o tratamento do parceiro.
  5. O achado microscópico clássico decorre da lise celular intensa mediada por hifas e pseudohifas de Cândida albicans.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A descrição clínica e laboratorial é típica de uma disbiose vaginal (vaginose bacteriana): redução acentuada de lactobacilos e supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella e outros.

O diagnóstico pode ser confirmado pelos critérios de Amsel: secreção homogênea, pH vaginal >4,5, teste de positivo ao whiff (KOH) e presença de clue cells. Três dos quatro critérios caracterizam a doença, como ocorre neste caso.

As clue cells são células epiteliais recobertas por bactérias, responsáveis pela aparência granulosa no microscópio. A ausência de polimorfonucleares reflete pouca inflamação local.

Por se tratar de uma alteração da microbiota e não de uma infecção sexual transmissível clássica, a conduta correta inclui tratamento da paciente, sendo desnecessário tratar o parceiro rotineiramente.

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