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Questão FC910356

Gestante 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gestação, deu entrada na emergência obstétrica com dor em baixo ventre. Ao toque vaginal, o colo uterino apresentava-se com 1

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IAUPE · 2026

Gestante 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gestação, deu entrada na emergência obstétrica com dor em baixo ventre. Ao toque vaginal, o colo uterino apresentava-se com 10 cm de dilatação, bolsa rota, líquido claro com grumos, plano II de De Lee, cefálico e OET, percebendo o parietal posterior. Dinâmica uterina de 4 contrações/ 10 minutos/ 50 segundos. Batimentos cardio-fetais (BCF) de 140 bpm. Após 6 horas, o toque vaginal era inalterado, porém com a presença de bossa serossanguínea. BCF: 136 bpm. Nesse momento, foi indicada uma cesariana.

 

Analise o exame e assinale a alternativa CORRETA que representa uma possibilidade que ocorreu durante a descida e insinuação fetal no período expulsivo.

  1. Obliquidade de Nägele
  2. Assinclitismo anterior
  3. Assinclitismo posterior
  4. Sinclitismo
  5. Obliquidade de Shultze
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Assinclitismo posterior ocorre quando a sutura sagital do feto se inclina em direção ao sacro materno, fazendo com que o parietal anterior avance e o parietal posterior fique mais facilmente palpável na pelve. Esse posicionamento aumenta o diâmetro apresentado e dificulta a descida e a insinuação no estreito superior.

Clinicamente explica a situação descrita: dilatação completa com progressão estagnada, posição cefálica OET com parietal posterior percebido e aparecimento de bossa serossanguínea por pressão prolongada. O resultado é trabalho de parto prolongado no período expulsivo e risco de trauma fetal, justificando a indicação de cesariana quando não há avanço.

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