Questão FC910369
Paciente 25 anos, primigesta e nulípara, chega à emergência obstétrica na 33ª semana de gravidez, com queixa de dor em baixo ventre. Refere gestação gemelar. Traz ultrassonografia
Sem classificação
IAUPE · 2026
Paciente 25 anos, primigesta e nulípara, chega à emergência obstétrica na 33ª semana de gravidez, com queixa de dor em baixo ventre. Refere gestação gemelar. Traz ultrassonografia (USG) realizada com 12 semanas evidenciando gestação gemelar, placenta posterior e ausente membrana divisória. Ao exame: dinâmica uterina 3 contrações/ 10 minutos/ 40 segundos, batimentos cardio fetais de 136 bpm e 156 bpm e pressão arterial de 120 x 70 mmHg. O toque vaginal evidenciou colo posterior e pérvio 5 cm de dilatação, com 80% de apagamento, primeiro feto cefálico e bolsa das águas rota com líquido claro.
Assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta.
- Cesariana
- Tocólise, corticoterapia e aguardar a 37ª para a realização de cesariana.
- Tocólise, corticoterapia e aguardar o trabalho de parto espontâneo preferencialmente no termo.
- Tocólise, corticoterapia e aguardar a 34ª para a realização de indução do parto.
- Tocólise, corticoterapia e aguardar a 34ª para a realização de cesariana.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A opção por cesariana é indicada porque a ultrassonografia inicial mostrou ausência de membrana divisória, compatível com gestação monoamniótica. Nessa configuração há alto risco de entrelaçamento de cordões e compressão, com elevada morbimortalidade fetal.
Apesar de o primeiro feto estar cefálico, a ruptura de membranas, a dinâmica uterina ativa e o colo com 5 cm aumentam o risco de evento agudo durante trabalho de parto. A monitorização contínua não elimina a chance de comprometimento súbito por torção ou compressão de cordão.
Portanto, diante de gestação monoamniótica em trabalho de parto a conduta mais segura é o parto cesáreo imediato, visando reduzir o risco de sofrimento fetal e morte perinatal.
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