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Questão FC910378

Mulher de 42 anos, G3P3, procura atendimento por sangramento uterino intenso e progressivamente mais prolongado há 18 meses, associado à anemia ferropriva. Ao exame, apresenta úter

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IAUPE · 2026

Mulher de 42 anos, G3P3, procura atendimento por sangramento uterino intenso e progressivamente mais prolongado há 18 meses, associado à anemia ferropriva. Ao exame, apresenta útero aumentado, irregular com áreas de consistência mais endurecida. A ultrassonografia evidencia múltiplos nódulos hipoecogênicos, incluindo distorção da cavidade endometrial.

 

Considerando o quadro acima, assinale a alternativa CORRETA quanto à fisiopatologia deste tipo de sangramento uterino anormal.

  1. A distorção da cavidade uterina, associada ao aumento da superfície endometrial e às alterações locais de angiogênese e contratilidade miometrial, contribui significativamente para o sangramento.
  2. O principal mecanismo é a destruição direta do miométrio adjacente pelo tumor, causando necrose isquêmica extensa e hemorragia intramiometrial.
  3. O sangramento decorre principalmente da produção excessiva de progesterona pelos leiomiomas, resultando em hiperplasia endometrial difusa e atrofia vascular.
  4. Os leiomiomas promovem supressão da vascularização endometrial por redução do VEGF, ocasionando fragilidade capilar e sangramento recorrente.
  5. O sangramento ocorre predominantemente por coagulopatia adquirida induzida pelos leiomiomas, independentemente da localização e do volume tumoral.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Distorção da cavidade uterina por leiomiomas submucosos e intramurais altera a arquitetura endometrial, expondo e ulcerando áreas vasculares que sangram com maior facilidade.

O aumento da superfície endometrial prolonga a área sujeita a menstruação, tornando o sangramento mais volumoso e duradouro. Além disso, há formação de neovasos frágeis por angiogênese local, que são propensos a ruptura.

A presença dos nódulos também interfere na contratilidade miometrial, reduzindo a capacidade do útero de comprimir vasos e promover hemostasia uterina durante a menstruação. Essas alterações combinadas explicam o sangramento uterino anormal e a consequente anemia ferropriva observada na paciente.

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