Questão FC910389
Considerando o primeiro componente do Método Clínico Centrado na Pessoa, qual aspecto da condução da consulta poderia ser mais bem explorado antes da definição do plano terapêutico
Sem classificação
IAUPE · 2026
Uma mulher de 45 anos procura a Unidade de Saúde da Família por apresentar dores difusas há cerca de quatro meses. Após anamnese, exame físico e avaliação clínica, a médica não identifica sinais de gravidade nem necessidade de investigação imediata. Durante a consulta, pergunta à paciente o que acredita estar causando os sintomas, quais são suas maiores preocupações e o que espera obter com o atendimento. A paciente relata medo de estar com uma doença grave, preocupação em perder o emprego devido às faltas frequentes e desejo de voltar às suas atividades habituais o mais rapidamente possível. Em seguida, a médica explica sua hipótese diagnóstica, orienta medidas terapêuticas e agenda retorno.
Considerando o primeiro componente do Método Clínico Centrado na Pessoa, qual aspecto da condução da consulta poderia ser mais bem explorado antes da definição do plano terapêutico?
- Investigar de que forma os sintomas interferem nas atividades diárias, nas relações pessoais e no significado que o adoecimento passou a ter para a paciente.
- Solicitar exames complementares capazes de reduzir a incerteza diagnóstica antes de ampliar a abordagem clínica.
- Negociar imediatamente um plano terapêutico compartilhado para favorecer maior adesão ao tratamento proposto.
- Discutir estratégias de prevenção e rastreamento relacionadas à faixa etária, independentemente da queixa apresentada.
- Definir objetivos terapêuticos realistas, considerando os recursos disponíveis na unidade e o tempo previsto para acompanhamento.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O primeiro componente do Método Clínico Centrado na Pessoa é explorar a perspectiva da paciente. Perguntar o que ela acredita ser, suas preocupações e expectativas é importante, mas é igualmente necessário aprofundar como os sintomas afetam sua vida cotidiana.
Investigar o impacto funcional nas atividades diárias, nas ocupações e nas responsabilidades profissionais descreve a magnitude da limitação. Perguntar sobre mudanças nas relações pessoais revela suporte social, conflitos e estresse familiar.
Explorar o significado do adoecimento para a paciente identifica medos, crenças e necessidades emocionais que moldam comportamentos de procura de cuidado. Essas informações orientam prioridade terapêutica, adesão e necessidade de medidas não farmacológicas ou encaminhamentos.
Assim, entender esse conjunto permite elaborar um plano terapêutico compartilhado, realista e alinhado aos valores e metas da paciente.
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