Questão FC910396
Uma mulher de 72 anos, portadora de doença pulmonar crônica avançada, é acompanhada pela equipe de Cuidados Paliativos no domicílio. Apesar do tratamento otimizado da doença de bas
Sem classificação
IAUPE · 2026
Uma mulher de 72 anos, portadora de doença pulmonar crônica avançada, é acompanhada pela equipe de Cuidados Paliativos no domicílio. Apesar do tratamento otimizado da doença de base, passou a apresentar sensação persistente de falta de ar aos mínimos esforços, referindo intensa ansiedade durante as crises e limitação importante para caminhar dentro de casa. Ao exame, encontra-se consciente, sem sinais de infecção respiratória ou descompensação aguda. A saturação periférica de oxigênio permanece semelhante aos registros das avaliações anteriores. Durante a discussão do caso, um residente sugere iniciar oxigenoterapia contínua, enquanto outro questiona se a prioridade deveria ser o manejo sintomático da dispneia. Ao analisar a situação apresentada, qual estratégia está mais alinhada aos princípios atuais do manejo da dispneia em Cuidados Paliativos?
- Instituir oxigenoterapia contínua, considerando que pacientes com dispneia persistente apresentam benefício clínico independentemente da presença de hipoxemia.
- Associar medidas não farmacológicas ao manejo da ansiedade e considerar opioide em baixa dose para alívio sintomático da dispneia, mantendo acompanhamento clínico e reavaliação periódica.
- Manter o tratamento atual da doença de base e reavaliar a evolução clínica antes de introduzir novas medidas para controle da dispneia.
- Introduzir antibioticoterapia empírica e ampliar a investigação diagnóstica, considerando que a piora da dispneia pode representar infecção respiratória inicial.
- Orientar redução das atividades físicas e repouso prolongado, para minimizar a sensação de dispneia durante a evolução da doença.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Essa conduta prioriza o alívio do sintoma dentro dos princípios dos Cuidados Paliativos: após excluir causas reversíveis e com saturação estável, a oxigenoterapia contínua nem sempre traz benefício.
Associe medidas não farmacológicas: ventilador de ambiente direcionado ao rosto, posicionamento sentado, técnicas de respiração e conservação de energia. Essas medidas reduzem a sensação de dispneia sem riscos significativos.
Trate a ansiedade, que amplifica a falta de ar, com suporte psicológico, orientação respiratória e, se necessário, farmacoterapia dirigida.
Considere opioide em baixa dose (exemplo: morfina oral em titulação cuidadosa) para alívio sintomático quando a dispneia persiste apesar das medidas anteriores. Inicie em dose baixa, ajuste gradualmente e monitore efeitos adversos.
Mantenha acompanhamento clínico e reavaliação periódica dos sintomas, objetivos de cuidado e necessidade de ajustes terapêuticos.
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