Questão FC910398
Ao analisar a situação apresentada, qual interpretação está mais alinhada às recomendações atuais sobre síndrome da fragilidade e Cuidados Paliativos?
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IAUPE · 2026
Uma mulher de 87 anos é acompanhada pela equipe de Saúde da Família há vários anos. Nos últimos dois anos, apresentou redução progressiva da velocidade de marcha, perda ponderal involuntária, fadiga frequente, diminuição da força muscular, dependência parcial para atividades instrumentais da vida diária e duas hospitalizações por infecções respiratórias. Permanece lúcida, reside com a filha e não apresenta diagnóstico de câncer, insuficiência cardíaca avançada ou outra doença reconhecida como terminal. Durante reunião da equipe, discute-se se o plano terapêutico deveria permanecer centrado apenas na prevenção de novos agravos ou se seria oportuno ampliar a abordagem diante da evolução clínica observada.
Ao analisar a situação apresentada, qual interpretação está mais alinhada às recomendações atuais sobre síndrome da fragilidade e Cuidados Paliativos?
- A presença de fragilidade indica maior vulnerabilidade clínica e necessidade de acompanhamento mais próximo, sendo a abordagem paliativa considerada apenas se surgir uma doença terminal claramente definida.
- A fragilidade está associada à maior vulnerabilidade e pior prognóstico, podendo justificar a incorporação do planejamento antecipado do cuidado e de princípios dos Cuidados Paliativos, mesmo na ausência de uma doença terminal específica.
- O declínio funcional observado é compatível com o envelhecimento avançado e deve orientar prioritariamente intervenções de reabilitação, adiando discussões sobre objetivos do cuidado, até que ocorra perda completa da autonomia.
- A definição da necessidade de abordagem paliativa depende, principalmente, da confirmação diagnóstica por avaliação especializada, sendo insuficientes as informações obtidas no acompanhamento longitudinal realizado pela Atenção Primária.
- A ocorrência de hospitalizações recorrentes e perda funcional justifica encaminhamento para serviço especializado em Cuidados Paliativos, que deverá assumir o planejamento terapêutico da paciente.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A fragilidade é uma condição de maior vulnerabilidade biológica que eleva o risco de quedas, hospitalizações, perda funcional e mortalidade. Sinais como diminuição da velocidade de marcha, perda ponderal e dependência parcial indicam pior prognóstico mesmo sem doença terminal.
Por isso, é apropriado incorporar o planejamento antecipado do cuidado e princípios dos Cuidados Paliativos, que visam aliviar sintomas, preservar qualidade de vida e orientar decisões complexas com base nos valores do paciente.
Essa abordagem não exclui intervenções curativas; ao contrário, integra cuidados paliativos precocemente, promove decisões alinhadas aos desejos do paciente e suporte familiar, e exige reavaliação periódica por equipe multiprofissional.
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