Questão FC910403
Ao analisar a situação apresentada, qual conduta está mais alinhada aos princípios do Planejamento Antecipado de Cuidados?
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IAUPE · 2026
Um homem de 72 anos, portador de insuficiência cardíaca avançada, é acompanhado regularmente pela equipe da Atenção Primária. Mantém plena capacidade para tomar decisões e participa ativamente do tratamento. Durante uma consulta de seguimento, relata preocupação com a possibilidade de novas internações e afirma que gostaria de participar das decisões relacionadas aos cuidados futuros, caso sua condição clínica se agrave. A esposa, presente na consulta, pergunta se esse tipo de conversa não deveria ocorrer apenas quando a doença estivesse em fase terminal.
Ao analisar a situação apresentada, qual conduta está mais alinhada aos princípios do Planejamento Antecipado de Cuidados?
- Explicar que essas decisões costumam ser mais seguras quando a evolução da doença estiver mais bem definida, iniciando o planejamento apenas diante de agravamento clínico significativo.
- Conversar sobre os objetivos do cuidado, explorar as preferências do paciente para situações futuras, registrar as decisões relevantes e revisá-las periodicamente conforme a evolução clínica.
- Orientar que essas decisões sejam discutidas prioritariamente com os familiares, que deverão assumir a condução do tratamento caso a doença progrida.
- Priorizar a definição das condutas terapêuticas para o momento atual, deixando as decisões relacionadas a cenários futuros para quando houver necessidade clínica.
- Esclarecer que o planejamento pode ser iniciado desde já, concentrando, inicialmente, a discussão nas preferências relacionadas às intervenções de suporte avançado de vida.
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Gabarito
B
Comentário do professor
O Planejamento Antecipado de Cuidados é um processo comunicativo e contínuo em que se discutem os objetivos do cuidado à luz dos valores, preocupações e expectativas do paciente. Como o idoso mantém capacidade para tomar decisões, cabe à equipe iniciar essas conversas de forma clara e compassiva.
Isso inclui explorar as preferências do paciente para cenários futuros, esclarecer opções terapêuticas e possíveis desfechos, e envolver familiares quando o paciente desejar, sempre priorizando sua autonomia.
As decisões relevantes devem ser registradas no prontuário e, se for o caso, em documentos de vontade antecipada, para que sejam acessíveis à equipe. É fundamental revisá‑las periodicamente ou diante de mudanças clínicas, garantindo que o plano permaneça alinhado à evolução da doença e aos valores do paciente.
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