Questão FC910478
Em relação ao tratamento da fratura de Galeazzi e à estabilidade da articulação radioulnar distal (ARUD/DRUJ), assinale a alternativa CORRETA.
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IAUPE · 2026
Em relação ao tratamento da fratura de Galeazzi e à estabilidade da articulação radioulnar distal (ARUD/DRUJ), assinale a alternativa CORRETA.
- A persistência da instabilidade da articulação radioulnar distal após redução anatômica da diáfise do rádio é esperada na maioria dos casos, sendo indicada a fixação rotineira da DRUJ com fios de Kirschner.
- Quando a redução anatômica da diáfise do rádio é obtida, a articulação radioulnar distal geralmente reduz-se espontaneamente. Caso permaneça estável ao exame após a osteossíntese do rádio, o tratamento consiste em imobilização por 3 a 6 semanas.
- A presença de instabilidade da articulação radioulnar distal após a osteossíntese da diáfise do rádio contraindica a utilização de fios de Kirschner, sendo obrigatória a reconstrução aberta do complexo da fibrocartilagem triangular (TFCC).
- Quando a articulação radioulnar distal permanece reduzida após a osteossíntese do rádio, deve-se iniciar imediatamente a pronação e a supinação do antebraço, independentemente da estabilidade clínica da articulação.
- A impossibilidade de redução da articulação radioulnar distal após redução anatômica da diáfise do rádio indica, obrigatoriamente, falha da osteossíntese radial, não havendo outras causas possíveis.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A fratura de Galeazzi consiste em fratura da diáfise distal do rádio com comprometimento da articulação radioulnar distal (ARUD/DRUJ). A chave do tratamento é a redução anatômica e a osteossíntese rígida do rádio, restabelecendo comprimento, alinhamento e rotação.
Quando o rádio é corretamente reduzido e fixado, a ARUD costuma reduzir-se de forma espontânea porque a relação condilar entre rádio e ulna é reconstituída.
Após a fixação, avalia-se a estabilidade da ARUD. Se a articulação permanecer estável ao exame intraoperatorio ou clínico, o tratamento é conservador: imobilização por 3 a 6 semanas, geralmente com gesso longo braquial na posição que favoreça estabilidade (por exemplo, supinação).
Essa abordagem protege as estruturas periarticulares enquanto ocorre cicatrização e evita procedimentos adicionais desnecessários.
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