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Questão FC910484

Em relação à classificação de Winquist e Hansen para as fraturas diafisárias do fêmur, assinale a alternativa CORRETA.

Sem classificação

IAUPE · 2026

Em relação à classificação de Winquist e Hansen para as fraturas diafisárias do fêmur, assinale a alternativa CORRETA.

  1. A classificação de Winquist e Hansen é baseada no grau de cominuição da fratura. Historicamente, antes do uso rotineiro das hastes intramedulares bloqueadas, era importante porque fraturas grau III e IV, com pouca ou nenhuma oposição cortical, apresentavam menor estabilidade axial e rotacional, frequentemente necessitando de bloqueio estático.
  2. A classificação de Winquist e Hansen é baseada no grau de cominuição da fratura. Além dos graus I a IV, descreve as fraturas grau V, subdivididas em V-A e V-B, de acordo com a presença ou ausência de perda segmentar óssea, sendo essas as principais indicações de bloqueio estático.
  3. A classificação de Winquist e Hansen é baseada no grau de cominuição da fratura. Sua versão atual inclui também as fraturas grau VI, subdivididas em VI-A e VI-B, conforme o comprometimento da cortical medial, classificação que passou a ser amplamente utilizada após o advento das hastes bloqueadas.
  4. A classificação de Winquist e Hansen é baseada no grau de cominuição da fratura. Posteriormente, foi ampliada para incluir as fraturas grau V, classificadas em V-A (com contato cortical residual) e V-B (sem contato cortical), melhorando a reprodutibilidade da classificação original.
  5. A classificação de Winquist e Hansen é baseada no grau de cominuição da fratura. Atualmente, além dos graus I a IV, admite um grau V para fraturas segmentares complexas e um grau VI para fraturas com perda óssea extensa, ambos incorporados às versões mais recentes da classificação.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Classificação de Winquist e Hansen é construída sobre o grau de cominuição da fratura diafisária do fêmur, ou seja, quanto fragmentada está a diáfise.

Nos graus III e IV há perda significativa ou ausência de contato cortical entre fragmentos, com múltiplos fragmentos móveis. Essa ausência de superfície de apoio compromete a transmissão de cargas e a estabilidade do segmento femoral.

Historicamente, antes do uso rotineiro de hastes intramedulares bloqueadas, fraturas muito cominutivas apresentavam pouca estabilidade axial e rotacional e, por isso, frequentemente necessitavam de bloqueio estático.

O bloqueio estático consiste na colocação de parafusos proximais e distais para impedir encurtamento e rotação, garantindo alinhamento enquanto ocorre a consolidação.

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