Questão FC911324
No fluxo de trabalho profissional, é comum a necessidade de converter arquivos captados em alta resolução para os padrões compatíveis com vídeo ou consoles digitais. Ao realizar es
Audiovisual e Cinema
FGV · 2026
No fluxo de trabalho profissional, é comum a necessidade de converter arquivos captados em alta resolução para os padrões compatíveis com vídeo ou consoles digitais. Ao realizar esse processamento, o técnico deve compreender como a alteração dos parâmetros numéricos impacta a representação física do sinal sonoro.
Ao converter um arquivo de 96 kHz para 48 kHz, mantendo a profundidade de bits, ocorre
- aumento do ruído térmico.
- a alteração na faixa dinâmica.
- compressão com perdas perceptivas.
- a normalização automática do áudio.
- a redução da resolução temporal do sinal.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Ao passar de 96 kHz para 48 kHz a principal mudança é na taxa de amostragem, que é reduzida pela metade. Isso implica em menor resolução temporal.
A relação é dada por \(T_s = 1/f_s\). Em 96 kHz \(T_s \approx 1/96000 \approx 10{,}42\ \mu s\); em 48 kHz \(T_s \approx 1/48000 \approx 20{,}83\ \mu s\). Ou seja, o intervalo entre amostras dobra.
Com amostras mais espaçadas, o sistema representa com menos precisão variações rápidas e transientes do sinal. Além disso, a banda máxima passa a ser limitada a 24 kHz por Nyquist, exigindo remoção de componentes acima desse limite.
A profundidade de bits mantida preserva a resolução de amplitude, mas não compensa a perda temporal. Durante a conversão é necessário um filtro anti-aliasing para evitar aliasing ao reduzir a taxa.
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