Questão FC158348
XXXXX n.º 134/2014/GR Brasília, 15 de outubro de 2014. A Sua Excelência o Senhor Antonio Carlos Gustavo Ministro da Educação Ministério da Educação Esplanada dos Ministérios 70.160
Manual de Redação da Presidência da República (MRPR)
CEBRASPE (CESPE) · 2017
Antonio Carlos Gustavo
Ministro da Educação
Ministério da Educação
Esplanada dos Ministérios
70.160-900 – Brasília.DF
Assunto: Convite para Cerimônia do I Prêmio Professor Pesquisador
Senhor Ministro,
1. Com o objetivo de estimular a produção de pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento, a Universidade das Garças criou, no ano de 2014, o Prêmio Professor Pesquisador.
2. A Cerimônia de Entrega das premiações da primeira edição do prêmio será às 19 h de 1.º de novembro de 2014 e terá lugar nesta Universidade.
3. Assim, gostaríamos de convidar Sua Excelência para participar da referida cerimônia entregando as premiações aos escolhidos e também proferindo breve discurso de encerramento.
Respeitosamente,
Considerando as características e padronização das correspondências oficiais constantes no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item a seguir, pertinentes ao documento oficial hipotético anteriormente apresentado.
O uso da primeira pessoa do plural no último parágrafo do documento em questão fere o princípio da impessoalidade, necessário nas comunicações oficiais.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Comentário: O item é considerado ERRADO porque, ao afirmar que o uso da primeira pessoa do plural fere o princípio da impersonalidade, ignora-se uma nuance importante da redação oficial.
O princípio da impessoalidade determina que as comunicações oficiais não devem refletir opiniões ou subjetividades pessoais, o que é uma qualidade essencial para manter a formalidade e a objetividade desses documentos. Contudo, isso não implica que a primeira pessoa do plural esteja automaticamente excluída. O uso de expressões que incluem a comunidade ou a instituição — como “gostaríamos de convidar” — é perfeitamente aceitável, pois ainda se mantém na esfera de representação institucional, e não de um indivíduo isolado.
Assim, a utilização da primeira pessoa do plural contribui para fortalecer o caráter coletivo do convite, evidenciando a ação conjunta da instituição, ao invés de cair na individualidade que deve ser evitada nos textos oficiais. Portanto, essa forma de escrita pode ser sim vista como correta e condizente com o estilo necessário na redação oficial, já que se trata da Universidade desejando comunicar-se oficialmente com o Ministro. Em suma, o que se busca é a neutralidade, e não a exclusão do uso do plural por conta de uma interpretação equivocada do princípio da impessoalidade.
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