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Questão FC158408

XXX n.º 524/2016/MA Brasília, 15 de março de 2016. A Sua Excelência o Senhor Deputado [Nome] Câmara dos Deputados 70.000-000 – Brasília – DF Assunto: Reforma agrária Senhor Deputad

Manual de Redação da Presidência da República (MRPR)

CEBRASPE (CESPE) · 2016

XXX n.º 524/2016/MA

Brasília, 15 de março de 2016.

A Sua Excelência o Senhor Deputado
[Nome]
Câmara dos Deputados
70.000-000 – Brasília – DF

Assunto: Reforma agrária

Senhor Deputado,

Em complemento aos documentos enviados ao seu gabinete na semana passada, informo-lhe que todas as medidas cabíveis foram tomadas. Vossa Senhoria poderá levar os projetos de lei para votação no Plenário da Câmara dos Deputados, de acordo com os prazos regimentais.

Atenciosamente,

XXXXXXX
Senhor João da Silva
Chefe do Departamento Fundiário do Ministério da Agricultura

A respeito da correspondência oficial hipotética apresentada, julgue o item a seguir com base no que dispõe o Manual de Redação da Presidência da República (MRPR).

A correção gramatical do texto seria prejudicada caso a forma verbal poderá fosse substituída por poderás.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: O item está CERTO porque envolve o uso de pronomes de tratamento na redação oficial e sua relação com a concordância verbal. Quando nos dirigimos a alguém usando pronomes de tratamento, como "Vossa Excelência" ou "Vossa Senhoria", a concordância verbal deve ser feita na terceira pessoa, apesar de estarmos falando diretamente com a pessoa. Essa peculiaridade se dá porque o núcleo da locução é um substantivo que exige essa concordância, como exemplificado em frases como “Vossa Senhoria poderá realizar a proposta.”

Na estrutura analisada, o verbo "poderá" está corretamente na terceira pessoa do singular e indica que “Vossa Senhoria” (a quem se dirige a comunicação) poderá levar adiante os projetos. Se trocássemos por "poderás", estaríamos utilizando a segunda pessoa do singular, que não se alinha com a formalidade exigida na correspondência oficial. Essa mudança prejudicaria, portanto, a correção gramatical do texto, já que não se respeitaria a concordância necessária em escritos formais como a redação pública. Assim, a opção correta mantém o rigor da norma culta da língua portuguesa dentro do contexto de comunicação oficial.

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