Questão FC276349
“Essa violência [do sistema penal] e esse desprezo por outros seres humanos seriam teorizados desde os anos 1970 por aqueles que pretendiam acabar expressamente com o que denominav
Teorias Sociológicas da Criminalidade (Sociologia Criminal)
FGV · 2021
“Essa violência [do sistema penal] e esse desprezo por outros seres humanos seriam teorizados desde os anos 1970 por aqueles que pretendiam acabar expressamente com o que denominavam domínio dos especialistas especialmente brandos com os delinquentes. Para eles era necessário abandonar as grandes teorizações e voltar ao básico, ao que as pessoas comuns entendem por bem e mal.” (ANITUA, Gabriel Ignácio. Histórias dos Pensamentos Criminológicos. Rio de Janeiro: Editora Revan: Instituto Carioca de Criminologia, 2008. Pg. 779).
Essa “criminologia da vida cotidiana” identifica-se com o pensamento de defensores e defensoras:
- do realismo criminológico das esquerdas;
- de políticas de lei e ordem;
- de práticas restaurativas;
- do direito penal mínimo;
- do realismo marginal.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A expressão criminologia da vida cotidiana traduz uma postura que rejeita as grandes teorias e valoriza o senso comum sobre bem e mal, exatamente a linha de quem advoga as políticas de lei e ordem.
Esses defensores pregam maior intervenção penal, rigor punitivo e visibilidade das respostas do Estado ao crime, em oposição ao protagonismo de especialistas considerados "brandos".
Historicamente a partir dos anos 1970, tal corrente alimentou o punitivismo e a securitização das políticas públicas, convertendo insegurança em demanda por punição mais dura e controles mais intensos.
Por isso, a caracterização do texto — retorno ao básico, apelo ao sentimento comum e desprezo por modulações técnicas — identifica-se claramente com a lógica da lei e ordem.
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