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Questão FC276535

Sobre a perspectiva crítica defendida por Thiago Fabres de Carvalho em “Criminologia, (in)visibilidade e reconhecimento: o controle penal da subcidadania no Brasil”, analise as ass

Temas Contemporâneos (Nova Criminologia)

FUMARC · 2021

Sobre a perspectiva crítica defendida por Thiago Fabres de Carvalho em “Criminologia, (in)visibilidade e reconhecimento: o controle penal da subcidadania no Brasil”, analise as assertivas abaixo:

 

I. As relações entre a criminologia e a noção moderna de dignidade humana são tão profundas quanto paradoxais. A emergência do saber sobre o crime e o criminoso na era moderna é marcada por profundas contradições atreladas às demandas de ordem inerentes à constituição do mundo social.

 

PORQUE

 

II. Se, de um lado, a noção de dignidade humana produzida pelos discursos filosóficos, políticos e jurídicos da modernidade expressa os anseios de emancipação dos laços da tradição; por outro lado, a criminologia emerge como um poderoso discurso científico de justificação do controle social requerido pelas exigências de ordem da sociedade burguesa em ascensão.

 

Está CORRETO o que se afirma em:

  1. I e II são proposições falsas.
  2. I e II são proposições verdadeiras e II é uma justificativa correta da I.
  3. I e II são proposições verdadeiras, mas II não é uma justificativa correta da I.
  4. I é uma proposição falsa e II é uma proposição verdadeira.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Dignidade humana e criminologia mantêm relação paradoxal: enquanto os discursos modernos sobre dignidade visam emancipação e reconhecimento, o surgimento do saber criminológico foi também marcado pela necessidade de ordem social e pela cientificação do controle de corpos e condutas desviantes.

Por isso, a proposição II funciona como justificativa de I: a criminologia, ao legitimar técnicas e práticas de vigilância e punição, consolida um mecanismo de controle social alinhado às exigências da sociedade burguesa, explicando por que a era moderna produz simultaneamente a retórica da dignidade e a institucionalização de práticas que a contradizem.

No contexto periférico brasileiro, essa dinâmica se agrava: a recepção deformada dos princípios de igualdade e dignidade resulta na naturalização da desigualdade e na gestão da subcidadania, promovendo invisibilidade e humilhação social.

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