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Questão FC276558

“Violência de gênero é [...] uma relação de poder de dominação do homem e de submissão da mulher. Demonstra que os papeis impostos às mulheres e aos homens, consolidados ao longo d

Temas Contemporâneos (Nova Criminologia)

CEV UECE · 2018

“Violência de gênero é [...] uma relação de poder de dominação do homem e de submissão da mulher. Demonstra que os papeis impostos às mulheres e aos homens, consolidados ao longo da história e reforçados pelo patriarcado e sua ideologia, induzem relações violentas entre os sexos e indica que a prática desse tipo de violência não é fruto da natureza, mas sim do processo de socialização das pessoas”

 

TELES, Maria Amélia de Almeida; MELO, Mônica de. O que é

Violência contra a mulher. São Paulo, Brasiliense, 2002.

 

Considerando o texto de Maria Amélia de Almeida Teles e Mônica de Melo, avalie as asserções a seguir.

 

I. Violência de gênero é uma invenção teórica que mascara as diferenças biológicas e o lugar definido pela natureza entre os sexos.

 

II. Violência de gênero é socialmente construída e um indicador de dominação e de imposição de um sexo sobre o outro.

 

III. Violência de gênero é uma prática recentemente incorporada contra os comportamentos reprováveis da mulher na sociedade.

 

IV. Violência de gênero é considerada como processo ideológico historicamente incorporado e com fundamento na ideologia de submissão religiosa.

 

É correto o que se afirma somente em

  1. I e II.
  2. II.
  3. III.
  4. I e III.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A afirmação II está correta porque define a violência de gênero como uma relação de poder, em que há dominação masculina e imposição de comportamentos sobre as mulheres.

O texto destaca que essa violência é socialmente construída: resulta do processo de socialização e da atribuição de papéis de gênero historicamente forjados, não de determinismos biológicos.

Assim, a violência de gênero funciona como indicador das estruturas de desigualdade — sobretudo do patriarcado — e se mantém pela naturalização de normas e práticas que legitimam controle e submissão.

Reconhecê-la como construção social é essencial para elaborar políticas e práticas educativas que desconstruam esses papéis e reduzam a violência.

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