Questão FC292656
A segurança é direito social, fundamental e inviolável de todo cidadão brasileiro. O Estado, por meio dos órgãos elencados na Constituição Federal de 1988, é o principal responsáve
Políticas de Segurança Pública
CEBRASPE (CESPE) · 2021
A segurança é direito social, fundamental e inviolável de todo cidadão brasileiro. O Estado, por meio dos órgãos elencados na Constituição Federal de 1988, é o principal responsável por buscar medidas para que seja concretizado o direito à segurança. Contudo, é importante ressaltar que o papel de promover o equilíbrio, de modo a evitar atitudes ameaçadoras e violentas, não compete somente ao Estado, visto que cada um deve ter consciência de suas escolhas e consequências. Daí se depreende a relevância da aplicabilidade de políticas públicas de segurança duradouras e eficazes.
Ana Luiza Fontoura Reis e Igor de Andrade Barbosa. A crise da segurança pública e sua relação direta com o sistema carcerário brasileiro. In: Revista Jus Navigandi, ano 24, n.º 5776, abr./2019 (com adaptações).
Considerando o assunto do texto anterior, julgue o item que se segue, relativo ao sistema prisional brasileiro, ao sistema penitenciário federal, às políticas públicas de segurança pública e cidadania e ao papel do sistema penitenciário nas políticas nacionais de segurança pública.
O sistema prisional brasileiro está com sua taxa oficial de ocupação quase no limite constitucional, o que compromete a garantia de direitos legalmente previstos, como a assistência educacional aos detentos.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada ERRADA porque parte de uma premissa equivocada: a Constituição Federal não estabelece um "limite constitucional" numérico de ocupação para estabelecimentos prisionais.
É correto afirmar que há grave problema de superlotação no sistema prisional brasileiro e que isso compromete a efetivação de direitos (como assistência educacional, saúde e integridade física). Porém, a impropriedade da afirmação decorre justamente da referência a um limite constitucional específico que não existe na CF/88.
Portanto, a frase mistura uma constatação real (superlotação e violação de direitos) com uma interpretação jurídica incorreta (existência de limite constitucional de lotação), motivo do julgamento como errado.
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