Questão FC350799
No Brasil, por volta dos anos de 1860, as áreas iniciais de produção de borracha encontravam-se esgotadas pela exploração predatória. Intensificou-se, então, a migração em busca do
História do Brasil
CEBRASPE (CESPE) · 2022
No Brasil, por volta dos anos de 1860, as áreas iniciais de produção de borracha encontravam-se esgotadas pela exploração predatória. Intensificou-se, então, a migração em busca dos seringais nativos do Madeira, porém essa ocupação não passou, com sucesso, até o último quartel do século, do ponto médio daquele rio.
Marco Teixeira e Dante Fonseca. História Regional: Rondônia.
Porto velho: Rondoniana, 1998 (com adaptações).
Considerando o texto apresentado, assinale a opção correta, a respeito da mão de obra dos seringais do Alto Madeira.
- A expansão dos seringais em Rondônia exigiu a importação de mão de obra de outras regiões brasileiras, como o Nordeste e o Sudeste, devido ao fato de tais trabalhadores estarem acostumados ao trabalho disciplinado, fundado nas relações capitalistas mediadas pelo salário.
- A expansão dos seringais, na segunda metade do século XIX, baseou-se em um sistema capitalista com trabalhadores livres, uma vez que não havia mais relações escravistas de produção no Brasil.
- O trabalho intenso e extenuante, as relações de dependência e o isolamento fizeram com que os seringueiros abandonassem os cultivos de subsistência, aumentando, assim, suas dívidas com os donos dos seringais, o que resultou em um processo de intensa exploração da mão de obra.
- As relações entre as áreas de seringais do Acre e de Rondônia com a vizinha Bolívia sempre foram conflituosas, razão pela qual os donos dos seringais preferiam o trabalhador brasileiro ao trabalhador boliviano ou aos indígenas locais.
- O mercado de trabalho dos seringais em Rondônia impulsionou um ciclo de desenvolvimento no antigo território, com a criação de cidades, portos, ferrovias e, posteriormente, com o desenvolvimento da indústria de transformação local.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente que o trabalho nos seringais do Alto Madeira foi marcado por trabalho extenuante, dependência e isolamento.
A extração da borracha exigia dedicação quase exclusiva: o seringueiro precisava percorrer grandes áreas e permanecer longas temporadas na floresta, reduzindo o tempo para as roças de subsistência.
Os patrões controlavam o acesso a mantimentos e ferramentas por meio do sistema de aviamento, ou seja, forneciam bens a crédito.
Sem rendimentos salariais regulares, os seringueiros aumentavam suas dívidas e ficavam obrigados a continuar trabalhando para quitá‑las.
Esse ciclo de crédito e trabalho aprisionava o trabalhador ao seringal, configurando um processo de intensa exploração da mão de obra.
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