Questão FC354027
No tocante às teorias da subcultura delinquente e da anomia, assinale a alternativa correta.
Teorias Sociológicas da Criminalidade (Sociologia Criminal)
VUNESP · 2018
No tocante às teorias da subcultura delinquente e da anomia, assinale a alternativa
correta.
- Uma das principais críticas às teorias da subcultura delinquente é a de que ela não consegue oferecer uma explicação generalizadora da criminalidade, havendo um apego exclusivo a determinado tipo de criminalidade, sem que se tenha uma abordagem do todo.
- A teoria da anomia, sob a perspectiva de Durkheim, define-se a partir do sintoma do vazio produzido no momento em que os meios socioestruturais não satisfazem as expectativas culturais da sociedade, fazendo com que a falta de oportunidade leve à prática de atos irregulares para atingir os objetivos almejados.
- A teoria da anomia, sob a perspectiva de Merton, define-se a partir do momento em que a função da pena não é cumprida, por exemplo, instaura-se uma disfunção no corpo social que desacredita o sistema normativo de condutas, fazendo surgir a anomia. Portanto, a anomia não significa ausência de normas, mas o enfraquecimento de seu poder de influenciar condutas sociais.
- O utilitarismo da ação é um dos fatores que caracterizam a subcultura deliquencial sob a perspectiva de Albert Cohen.
- O sentimento de impunidade vivenciado por uma sociedade é antagônico ao conceito de anomia identificado sob a ótica de Durkheim.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente que as teorias da subcultura delinquente têm limitação explicativa: elas focalizam normas e valores de grupos específicos (especialmente delinquência juvenil em centros urbanos) e, por isso, não oferecem uma explicação generalizadora para toda a criminalidade.
Isso ocorre porque essas teorias explicam comportamentos a partir de repertórios culturais locais — status obtido no grupo, reações a frustrações escolares ou econômicas — mas deixam de abarcar crimes cometidos fora desses contextos, como o crime de colarinho‑branco, ou variações por gênero, idade e classe.
Em suma: são úteis para entender padrões subculturais específicos, porém insuficientes para uma teoria unificada da criminalidade, pois negligenciam dimensões estruturais e institucionais mais amplas.
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