Questão FC357174
“Assim como no setor privado, a principal dificuldade das organizações públicas, na implementação de uma gestão estratégica, está na fase de execução. Além da complexidade ligada à
Evolução da APU no Brasil
Instituto Consulplan · 2023
“Assim como no setor privado, a principal dificuldade das organizações públicas, na implementação de uma gestão estratégica, está na fase de execução. Além da complexidade ligada à dinâmica dos novos tempos, em que a única constante é a mudança, outros fatores interferem negativamente na implementação, a exemplo da falta de clareza da estratégia para os colaboradores; da ausência de vínculo da estratégia com a alocação de recursos; e, do pouco tempo disponibilizado pelos gestores para a gestão da estratégia.” Baseado no texto anterior, assinale a afirmativa que apresenta um contrassenso com a realidade da gestão estratégica na administração pública brasileira.
- A implementação de modelos de gestão estratégica na administração pública, por si só, não garante execução do que foi planejado. É preciso liderança, mobilização e uma efetiva comunicação da estratégia para que mudanças comportamentais ocorram.
- No Brasil, a alternância de poder, que é inerente ao processo democrático, tem reflexos positivos para a gestão estratégica, já que um governante deve garantir a continuidade de todos os planos e ações da gestão anterior, pelo período integral de seu mandato.
- Na administração pública, a rigidez do orçamento público implica menor flexibilidade e menor celeridade no processo de execução de decisões estratégicas. Nesse sentido, o planejamento deve ser, o mais possível, alinhado com o calendário das leis orçamentárias.
- Alguns setores da administração pública brasileira ainda se mostram muito carentes de capital humano capacitado. Na implementação de programa de mudança da organização para uma maior orientação estratégica, essa carência pode se mostrar uma barreira importante.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Alternância de poder não implica automaticamente em plena continuidade das estratégias anteriores. No regime democrático, a mudança de governantes traz novas prioridades políticas e programáticas, o que pode resultar em reorientação ou abandono de ações passadas.
Além disso, a exigência legal de continuidade alcança sobretudo serviços essenciais e programas com previsão orçamentária ou previsão legal; não obriga o gestor a cumprir integralmente todos os planos da gestão anterior durante seu mandato.
O próprio ciclo das leis de planejamento (por exemplo, o PPA) mostra sobreposições e limites temporais que permitem ajustes pelo sucessor, reforçando que a alternância tende a provocar rupturas ou adaptações, e não plena continuidade automática.
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