Questão FC467857
A história está em constante reconstrução. E não é diferente com o processo da Independência do Brasil no contexto de seu bicentenário. O que os holofotes dos historiadores trazem
Historiografia
CEBRASPE (CESPE) · 2023
A história está em constante reconstrução. E não é diferente com o processo da Independência do Brasil no contexto de seu bicentenário. O que os holofotes dos historiadores trazem à luz é que, ao contrário do que diziam os antigos livros didáticos, o processo de separação do Brasil de Portugal foi múltiplo, extenso e repleto de violências. “Foi um processo muito mais complexo do que simplesmente D. Pedro I gritar ‘Independência ou Morte’, com muitas camadas e todas as guerras acontecendo naquele momento”, explica a historiadora Lucia Maria Bastos das Neves. Entre 1821 e 1824, foram inúmeros os levantes em lugares como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Cisplatina.
O Estado de S. Paulo, 16/8/2022, p. C6 (com adaptações).
Considerando os sentidos do texto precedente e sua inserção no contexto da Independência do Brasil, julgue o item subsequente.
Da afirmativa “a história está em constante reconstrução” entende-se que o conhecimento histórico é suscitado pelo presente, de modo que cada presente levanta novas e diferentes indagações que podem propiciar interpretações distintas sobre os fatos passados.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
"a história está em constante reconstrução" foi julgada CERTO porque expressa um princípio básico da historiografia: o conhecimento histórico não é neutro, ele é produzido em contextos presentes que formulam perguntas específicas.
Historiadores escolhem problemas, métodos e fontes influenciados por sua época; assim, novas perguntas geram novas interpretações dos mesmos fatos. Isso explica mudanças de enfoque sem perder rigor.
No caso da Independência, pesquisas recentes deslocam o centro do relato do "Grito" para processos regionais, conflitos e violências (Bahia, Maranhão, Pernambuco, Cisplatina), mostrando pluralidade e complexidade.
Portanto, reconstruir a história significa reinterpretar evidências com métodos críticos, não inventar fatos: o passado permanece, o sentido atribuído a ele muda conforme novas indagações e fontes.
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