Questão FC475115
Texto O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar ou exceder a realidade concreta. Ele não precisa nem de base, nem de ocasião real. Basta-lhe uma projeção. (...) O ódio
História Geral
CEBRASPE (CESPE) · 2021
Texto
O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar ou exceder a realidade concreta. Ele não precisa nem de base, nem de ocasião real. Basta-lhe uma projeção. (...) O ódio sempre tem um contexto específico que o explica e do qual ele surge. As razões que o sustentam e que servem para explicar por que um grupo supostamente “merece” ser odiado têm de ser fabricadas por alguém em determinado quadro histórico-cultural. Esses motivos têm de ser expostos, narrados e ilustrados repetidamente até que se depositem disposições.
Carolin Emcke. Contra o ódio. Maurício Liesen (Trad.).
1.ª ed. Editora Âyiné, 2020 (com adaptações).
O discurso de ódio é um fator essencial para a ascensão dos ideais fascistas. Inventando medos e inimigos a partir do negacionismo histórico, líderes populares emergiram com o discurso de que seriam os únicos capazes de salvar sua pátria da corrupção e da suposta degeneração social. Considerando esse assunto, julgue o próximo item, acerca da presença da ideologia fascista e dos regimes que a adotaram na primeira metade do século XX.
O extermínio dos prisioneiros dos campos de concentração nazistas era uma ação baseada nos princípios das teorias raciais que colocavam a raça ariana como superior às demais.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A afirmação é correta porque o extermínio nos campos nazistas foi legitimado por uma ideologia baseada em teorias raciais que afirmavam a superioridade da raça ariana e a necessidade de purificação biológica da sociedade.
Essas ideias, sustentadas por pseudo-ciências como a eugenia e o darwinismo social, transformaram preconceitos em políticas estatais. O regime formulou a Solução Final e montou uma máquina burocrática e industrial de deportação e extermínio em campos de concentração e morte.
Assim, o genocídio não foi ato isolado nem caótico, mas resultado de uma teoria racial institucionalizada que classificava grupos como judeus, ciganos, pessoas com deficiências e outros como inimigos a serem eliminados.
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