Questão FC475135
Os últimos anos da União Soviética foram uma catástrofe em câmara lenta. A queda do muro de Berlim e dos países satélites europeus em 1989, além da relutante aceitação por Moscou d
História Geral
CEBRASPE (CESPE) · 2019
Os últimos anos da União Soviética foram uma catástrofe em câmara lenta. A queda do muro de Berlim e dos países satélites europeus em 1989, além da relutante aceitação por Moscou da reunificação alemã, demonstrou o colapso da União Soviética como potência internacional, mais ainda como superpotência. Em termos internacionais, a URSS era como um país derrotado, como após uma grande guerra, só que sem guerra.
Eric Hobsbawm. A era dos extremos. O breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 476 (com adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, julgue o item a seguir.
Apesar do amplo sucesso das reformas política (glasnost) e econômica (perestroika) que permitiram o fortalecimento da URSS na década de 80, o regime soviético chegou ao fim em 1989 devido ao impacto das guerras de independência de Estados comunistas, como a Iugoslávia.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação é errada por três razões fundamentais: as reformas não fortaleceram a União Soviética; o fim do regime não ocorreu em 1989; e as guerras na Iugoslávia não foram causa direta da dissolução soviética.
Perestroika (reforma econômica) e glasnost (abertura política) tinham como objetivo modernizar o sistema, mas expuseram crises profundas, enfraqueceram o controle central e estimularam movimentos nacionais nas repúblicas soviéticas.
O colapso efetivo da URSS aconteceu em 1991, após a tentativa de golpe de agosto e a declaração de independência de várias repúblicas. A desintegração resultou de problemas econômicos crônicos, fragmentação política e nacionalismos internos, não de guerras de independência inspiradas pela Iugoslávia.
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