Questão FC475155
Os últimos anos da União Soviética foram uma catástrofe em câmara lenta. A queda do muro de Berlim e dos países satélites europeus em 1989, além da relutante aceitação por Moscou d
História Geral
CEBRASPE (CESPE) · 2019
Os últimos anos da União Soviética foram uma catástrofe em câmara lenta. A queda do muro de Berlim e dos países satélites europeus em 1989, além da relutante aceitação por Moscou da reunificação alemã, demonstrou o colapso da União Soviética como potência internacional, mais ainda como superpotência. Em termos internacionais, a URSS era como um país derrotado, como após uma grande guerra, só que sem guerra.
Eric Hobsbawm. A era dos extremos. O breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 476 (com adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, julgue o item a seguir.
Apesar do colapso da URSS, o chamado socialismo planificado ou socialismo real não desapareceu, já que a China, a segunda maior potência econômica global do século XXI, mantém uma economia controlada e planejada pelo Estado, embasada na propriedade coletiva e na ausência de mercado consumidor.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada ERRADO porque confunde o modelo chinês atual com o antigo socialismo planificado soviético. A partir dos finais da década de 1970, a China implementou reformas (políticas de Deng Xiaoping) que introduziram mecanismos de mercado, abertura a capitais estrangeiros e estímulo à iniciativa privada.
Hoje a China combina um Estado forte e empresas estatais com um setor privado robusto, mercados financeiros, contratos e um amplo mercado consumidor. A propriedade coletiva deixou de ser o único modelo dominante; empresas privadas e investimentos internacionais são centrais ao crescimento.
Portanto, a economia chinesa não é uma economia totalmente controlada e planejada no sentido clássico soviético, mas um modelo híbrido de intervenção estatal e economia de mercado.
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