Questão FC514293
Um paciente do sexo masculino, com 20 anos de idade, sem comorbidades, sofreu queda da própria altura e se queixava de dor lombar progressiva havia cerca de um ano, período durante
Ortopedia e Traumatologia
CEBRASPE (CESPE) · 2025
Um paciente do sexo masculino, com 20 anos de idade, sem comorbidades, sofreu queda da própria altura e se queixava de dor lombar progressiva havia cerca de um ano, período durante o qual esteve afebril, sem outros sintomas. A ressonância magnética da admissão hospitalar foi sugestiva de espondilodiscite de corpos vertebrais T12/L1, e o paciente foi submetido a biópsia óssea, coleta de culturas e anatomopatológico, quando foi identificado serratia marcescens MDR. Foi iniciado o uso de antibiótico guiado por culturas (ceftazidima-avibactam), mas a dor lombar progressiva do paciente persistiu. Foi feita nova ressonância magnética cerca de 30 dias após o início do uso do antibiótico, que evidenciou coleção em partes moles para vértebras posteriores à esquerda, e o paciente começou a manifestar picos febris diários. Por fim, foi associada vancomicina ao esquema, e o paciente foi submetido a nova abordagem cirúrgica ampla com artrodese de coluna lombar e nova coleta de culturas, na qual se identificaram pseudomonas stutzeri MDS. O paciente manteve a antibioticoterapia guiada por culturas, mas os picos febris diários persistiram.
A partir do caso clínico hipotético precedente, julgue o item seguinte.
Com base nas informações apresentadas no caso clínico, é correto concluir que o diagnóstico mais provável para o paciente em apreço é o de tuberculose óssea.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O julgamento CERTO decorre da correlação clínica e radiológica típica de tuberculose óssea. O tempo de evolução prolongado (≈1 ano), dor lombar progressiva, imagem compatível com espondilodiscite T12/L1 e formação de coleção paravertebral são característicos de espondilite tuberculosa, que costuma ter curso subagudo/crônico e ser paucibacilar.
As culturas que isolaram Serratia marcescens MDR e depois Pseudomonas stutzeri MDS não afastam TB: esses achados podem representar contaminação, colonização ou infecção secundária após procedimentos, especialmente quando há falha terapêutica com antimicrobianos guiados e quadro clínico-radiológico persistente. A ausência de resposta aos ATBs dirigidos reforça a hipótese de TB.
Portanto, pela cronologia, imagens e comportamento frente a tratamento, o diagnóstico mais provável é tuberculose óssea.
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