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Questão FC514345

Paciente de 38 anos de idade, secretária-executiva, solteira, atendida em primeira consulta, queixa-se de burnout, descrevendo sobrecarga de trabalho nos últimos 6 meses, sensação

Psiquiatria

CEBRASPE (CESPE) · 2025

Paciente de 38 anos de idade, secretária-executiva, solteira, atendida em primeira consulta, queixa-se de burnout, descrevendo sobrecarga de trabalho nos últimos 6 meses, sensação de cansaço, desmotivação, tristeza, ansiedade, irritabilidade, alteração do sono e do apetite há cerca de 1 mês. Refere ter solicitado férias, dada a dificuldades de ir ao trabalho e de se concentrar. Relata angústia e pensamentos de que a vida não vale mais a pena e que não quer ser um peso na vida de ninguém. Reporta preocupação de sua família, que a aconselhou que procurasse apoio profissional. Nega uso/abuso de etílicos ou outras SPA. Sem história familiar de quadros psiquiátricos. Ao exame, apresenta bom aspecto geral, orientada, discurso coerente, hipotimia, ansiedade, pensamento lógico e conteúdo pessimista, sem sintomas produtivos. O médico apresenta proposta de tratamento e agenda retorno.

 

Com base no caso clínico hipotético precedente, julgue o item seguinte.

 

A prescrição de ISRS à paciente, como o escitalopram, alinha-se às recomendações atuais.

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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A paciente apresenta quadro compatível com transtorno depressivo com sintomas ansiosos, desencadeado por burnout. Há prejuízo funcional importante (dificuldade de ir ao trabalho, concentração) e sinais de desesperança/ideação pessimista, o que justifica intervenção farmacológica.

Os ISRS são recomendados como terapia de primeira linha no transtorno depressivo maior por eficácia e perfil de segurança. O escitalopram é um ISRS com boa tolerabilidade e é frequentemente escolhido nesse contexto.

A conduta prática inclui iniciar escitalopram em dose baixa, ajustar conforme resposta, esperar 4–6 semanas para efeito antidepressivo e monitorar ideação suicida e efeitos adversos. Deve-se associar psicoterapia e intervenções psicossociais quando possível.

A ausência de uso de substâncias ou história familiar não contraindica esse tratamento; individualizar e acompanhar de perto.

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