Questão FC514371
Uma paciente de 44 anos de idade foi atendida em consulta ambulatorial. Relatou diagnóstico de síndrome do túnel do carpo, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes do tipo 2
Cardiologia
CEBRASPE (CESPE) · 2025
Uma paciente de 44 anos de idade foi atendida em consulta ambulatorial. Relatou diagnóstico de síndrome do túnel do carpo, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes do tipo 2 (DM2) havia cinco anos, em uso regular de anlodipino, enalapril, hidroclorotiazida, metformina e vildagliptina nas doses máximas preconizadas. Ela mencionou lombalgia e hiperidrose. Ao exame físico, apresentava hiperlordose lombar, prognatismo mandibular, circunferência abdominal de 98 cm, pressão arterial de 154 mmHg × 98 mmHg (média de três medidas) e frequência cardíaca de 60 bpm, além de dor e limitação articular na região lombar. Os demais achados do exame físico mostraram-se normais. Foram pedidos alguns exames laboratoriais de rotina cujos resultados revelaram: triglicerídeos de 198 mg/dl, colesterol total de 240 mg/dl; HDL colesterol de 30 mg/dl, LDL colesterol de 170 mg/dl, glicemia de jejum de 150 mg/dl e hemoglobina glicada de 8%.
Os demais exames não revelaram anormalidades significativas e o eletrocardiograma obtido é apresentado a seguir.

Acerca desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir.
Recomenda-se receitar à paciente metoprolol como medicamento complementar, com vistas a um melhor controle da HAS.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação é errada porque, no contexto, a adição de metoprolol não é indicada. O eletrocardiograma apresentado evidencia alteração de ritmo/condução que contraindica o uso de beta‑bloqueador, já que essas drogas podem agravar bradicardia ou bloqueios atrioventriculares e precipitar síncope ou piora hemodinâmica.
Além disso, a paciente tem diabetes com hemoglobina glicada 8% e dislipidemia. Os beta‑bloqueadores podem mascarar sinais adrenérgicos de hipoglicemia e piorar o perfil lipídico (redução de HDL e aumento de triglicerídeos), sendo opção menos favorável nesse quadro.
Antes de acrescentar terapia, recomenda‑se investigar a anomalia no ECG e considerar alternativas para hipertensão resistente, por exemplo ajuste de diurético, bloqueador dos receptores de aldosterona ou avaliação especializada.
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